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Desemprego sobe pouco, mas atinge maior nível desde abril

Analistas ouvidos pela Agência Estado previam que a taxa ficaria em 9,05%, mas IBGE aponta índice de 8,5%

Jacqueline Farid, Agência Estado

26 de março de 2009 | 09h05

A taxa de desemprego no Brasil atingiu em fevereiro o maior nível desde abril do ano passado, mas ficou abaixo das expectativas do mercado. A taxa ficou em 8,5%, a mesma de abril de 2008 e acima da leitura de 8,2% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 26.

 

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Os analistas ouvidos pela Agência Estado previam que a taxa ficaria dentro do intervalo de 8,70% a 9,30%, com mediana de 9,05%. Em fevereiro de 2008, a taxa havia sido de 8,7%.

 

Além disso, apesar da elevação da taxa de desemprego de janeiro para fevereiro, a taxa de fevereiro é a menor para o mês apurada pelo IBGE desde 2003, segundo salientou o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo.

 

Segundo ele, os dados do mercado de trabalho no mês mostraram que há indicadores favoráveis, como os resultados do rendimento e o aumento da desocupação dentro do padrão de sazonalidade para o período, mas há também dados preocupantes como a redução no número de trabalhadores com carteira assinada e o recuo da ocupação na indústria.

 

Ocupados

 

O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do Pais ficou em 20,94 milhões em fevereiro, com queda de 1% ante janeiro e aumento de 1,4% ante fevereiro de 2008.

A população desocupada somou 1,9 milhão, com aumento de 2,7% ante janeiro, mas queda de 1,5% na comparação com fevereiro do ano passado.

 

O nível de ocupação (proporção das pessoas com 10 anos ou mais de idade ocupadas nas seis regiões) caiu de 52,1% em janeiro para 51,6% em fevereiro, recuo recorde do primeiro para o segundo mês do ano. "Esse recuo mostra que o mercado de trabalho não está absorvendo, o cenário econômico não é favorável e acaba não gerando postos de trabalho suficientes", disse Azeredo.

 

Já o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 1,1% em fevereiro ante janeiro, mas aumentou 3,4% na comparação com fevereiro de 2008. O número de trabalhadores sem carteira recuou nas duas bases de comparação: -2,2% ante janeiro e -1,8% ante fevereiro do ano passado.

 

Indústria

 

Segundo os dados do IBGE, a indústria foi o setor que registrou a maior queda (-3,2%) no número de ocupados em fevereiro ante janeiro. O setor industrial reduziu em 117 mil o número de trabalhadores nas seis regiões pesquisadas de um mês para o outro. Na comparação com fevereiro do ano passado, a indústria aumentou em 1% o emprego, com acréscimo de 34 mil ocupados.

 

A queda na comparação com o mês anterior foi puxada pelas regiões de Porto Alegre e São Paulo, segundo destacou Azeredo. Ele observou que, tradicionalmente, a indústria mostra queda na ocupação em fevereiro ante janeiro, mas este ano o recuo foi o maior já apurado na pesquisa, cuja série teve início em 2002.

 

O maior aumento de vagas em fevereiro ocorreu no setor de construção, com aumento de 2,6% ante janeiro (mais 38 mil trabalhadores) e alta de 4,1% ante fevereiro do ano passado (mais 60 mil trabalhadores).

 

Renda

 

O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 0,1% em fevereiro, ante janeiro, e subiu 4,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já a massa de rendimento real efetivo da população ocupada somou R$ 27,5 bilhões em janeiro, com queda de 21,6% ante dezembro de 2009, mas aumento de 6,3% ante janeiro de 2008.

 

Os dados da massa efetiva sempre se referem ao mês anterior ao de referência da pesquisa de desemprego divulgada pelo IBGE, e incluem benefícios como 13º salário e distribuição de participação nos resultados.

 

Os resultados de massa de rendimento real habitual, que excluem esses benefícios e se referem a fevereiro, somaram R$ 27,9 bilhões em fevereiro, com queda de 1,1% ante janeiro e aumento de 6,2% ante fevereiro de 2008.

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