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Taxa de desemprego tem a quarta alta seguida e vai a 8%

Taxa da Pnad Contínua refere-se ao trimestre entre fevereiro e abril deste ano; com o resultado, a desocupação atingiu patamar idêntico ao observado no primeiro trimestre de 2013

Idiana Tomazelli , O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 09h00

RIO - A busca por trabalho aumentou em todo o País no trimestre entre fevereiro e abril deste ano em relação a igual período de 2014, mas a oferta de vagas não foi suficiente para acomodar todo esse novo contingente. Com isso, a taxa de desemprego subiu pela quarta vez seguida, para 8% no período, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua

Com o resultado, a taxa de desocupação atingiu patamar idêntico ao observado no primeiro trimestre de 2013 (8%). Em ambos os casos, é o maior nível já observado na série, iniciada em janeiro de 2012. O resultado também representou aumento em relação a igual período de 2014, quando estava em 7,1%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta o cálculo em trimestre móvel, pois a metodologia de coleta e cálculo da pesquisa impede isolar os dados apenas de um mês. 

No trimestre até abril deste ano, a população na força de trabalho avançou 1,6% em relação a igual período de 2014, o que representa 1,614 milhão de pessoas em atividade a mais no intervalo de um ano. Desse contingente, porém, 629 mil conseguiram um emprego, o que representou um aumento de 0,7% na população ocupada. A população desocupada, por sua vez, aumentou 14% na comparação com o trimestre até abril do ano passado. Isso significa 985 mil pessoas a mais na fila por uma vaga.

A população fora da força de trabalho, composta por aqueles que não trabalham nem buscam emprego, aumentou 1,7% no trimestre até abril de 2015 ante igual período do ano passado. A alta representa 1,057 milhão de pessoas a mais neste grupo. 

Para o trimestre encerrado em abril deste ano, a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.855,00. O valor é 0,4% menor do que em igual período de 2014. Já a massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 165,5 bilhões, alta de 0,4% na mesma base de comparação. 

Construção. O setor da construção demitiu 609 mil trabalhadores no trimestre até abril de 2015, uma queda de 7,6% no nível de emprego em relação a igual período de 2014. "A construção apresenta uma mudança de patamar importante, abaixo do anterior. Faz sentido com a crise econômica", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do órgão. A indústria, por sua vez, gerou 222 mil vagas no período, alta de 1,7% no nível de emprego ante o trimestre até abril de 2014. "A indústria apresenta recuperação, mas o aumento não é significativo", disse Cimar.

A administração pública, por sua vez, extinguiu 560 mil postos, recuo de 9,5% no trimestre até abril ante igual período do ano passado. "Não conseguimos abrir para entender em que ponto da administração ocorreu isso", ponderou o coordenador. A geração de vagas foi mais intensa nos serviços prestados às empresas, em que 658 mil pessoas foram contratadas. O resultado representa alta de 6,7% em relação ao trimestre até abril de 2014. 

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