21 de maio de 2015 | 09h08
Segundo o IBGE, a massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 49,3 bilhões em abril, queda de 0,5% em relação a março. Na comparação com abril de 2014, o montante diminuiu 3,8%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 49,7 bilhões em março deste ano, também uma queda (-1,5%) contra o mês de fevereiro. Em relação a março de 2014, houve redução de 3,9% na massa de renda efetiva.
Filas por emprego. A tendência de queda da população ocupada está por trás da alta do desemprego, segundo Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Sem encontrar trabalho, essas pessoas tem engrossado a chamada população desocupada, formada por pessoas que estão na fila por um emprego.
"O aumento da taxa veio justamente do crescimento da população desocupada. Associada a isso há uma tendência de redução da população ocupada, além do menor crescimento dos inativos", disse Adriana.
A população desocupada aumentou em 384 mil pessoas em base anual, alta de 32,7% em relação a abril do ano passado - o maior avanço neste tipo de comparação em toda a série da Pesquisa Mensal de Emprego, iniciada em março de 2002. Já a população ocupada diminuiu 0,7%, o que representa um corte de 171 mil vagas. A população inativa, por sua vez, cresceu apenas 0,4% (70 mil pessoas).
A técnica do IBGE lembrou que antes a população não economicamente ativa crescia em ritmo mais rápido devido ao desinteresse de jovens e mais idosos por trabalhar, possivelmente respaldados pelo crescimento do rendimento da família. "Agora, existe tendência de redução do rendimento, e o avanço dos inativos é menor. Podem ser fatores ligados entre si. É uma hipótese", comentou.
Diante disso, há dois movimentos que "abastecem" a maior procura por emprego e pressionam o mercado de trabalho, frisou Adriana. "A população desocupada é abastecida tanto por pessoas que perdem trabalho quanto por pessoas que antes não estavam procurando e agora passam a procurar", disse.
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