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Desemprego tem novo recorde em SP

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada em parceria pelo Seade e pelo Dieese registrou um novo recorde histórico em abril deste ano, ao constatar que 20,4% da População Economicamente Ativa (PEA) da região metropolitana de São Paulo está desempregada. O maior índice registrado anteriormente foi de 20,3% da PEA, ocorrido em abril de 1999. A pesquisa estima que o contigente de desempregados atingiu 1,90 milhão de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Em março, o índice de desemprego havia ficado em 19,9% da PEA, enquanto que, em abril do ano passado, o total de desempregados era de 17,7% da PEA.Segundo a pesquisa, houve crescimento no contingente de desempregados em 66 mil pessoas, por conta da entrada de 97 mil pessoas na PEA e da geração de 31 mil postos no mês, "número insuficiente para absorver os indivíduos que ingressaram na força de trabalho". Em abril, que considera os rendimentos médios recebidos pelos trabalhadores por trabalhos exercidos em março, houve diminuição no rendimento médio real pelo terceiro mês consecutivo. Com isso, os ocupados passaram a ter rendimento equivalente a R$ 807, uma queda de 2,8%; já o rendimento médio dos assalariados sofreu redução de 2%, equivalendo a R$ 860.Na análise da ocupação, a pesquisa constatou que os setores industrial e comércio tiveram pequena variação positiva, com as respectivas gerações de 7 mil e 5 mil novos postos, ambas com predominância de geração de emprego com carteira de trabalho assinada. O setor de serviços apresentou crescimento, com a criação de 46 mil ocupações entre trabalhadores autônomos e assalariados do setor público. No entanto, uma redução de 27 mil postos nas categorias outros setores, principalmente na área de construção civil e de serviços domésticos, comprometeu o índice e, portanto, contribuiu para que 66 mil pessoas tenham entrado na PEA e tenham se mantido sem emprego.Tempo de procura de trabalhoO tempo médio de procura de trabalho na região metropolitana de São Paulo caiu de 52 semanas, em março, para 50 semanas, em abril, segundo a PED. A pesquisa identificou ainda que em relação a abril de 2001 houve aumento de 15,3% na taxa de desemprego da região, correspondendo à incorporação de 285 mil pessoas ao contingente de desempregados. "Esse crescimento deveu-se à eliminação de 103 mil postos de trabalho e ao ingresso de 182 mil pessoas no mercado de trabalho", aponta o documento.O saldo gerado de 31 mil postos de trabalho ocorreu de forma diferente dos diversos setores. Na área industrial, por exemplo, mereceu destaque os aumentos de emprego na área de Gráfica e de Papel (4,6%) e de Metal-Mecânica (4,5%). Em contrapartida, as demissões ocorreram em maior intensidade no segmento de Química e Borracha (5%), um setor que registra movimento negativo pelo terceiro mês consecutivo, segundo a pesquisa. No setor de Serviços, foi registrado crescimento de ocupação nos segmentos de Reforma (16,4%), Educação (8,6%) e Oficinas Mecânicas (6,5%). "Por outro lado, os serviços de Limpeza e Outras Oficinas apresentaram o maior decréscimo (5,5%), comportamento observado pelo quarto mês consecutivo", aponta o levantamento. Na comparação anual, o nível de ocupação na região metropolitana de São Paulo caiu 1,4%, com a eliminação de 103 mil postos. A maior queda foi registrada na Indústria (5,2%), seguido por Serviços (0,8%) e no agregado Outros Setores (0,6%).Crescimento no comércioPortanto, na comparação de abril de 2001 e abril de 2002, apenas o setor de Comércio obteve crescimento de emprego, com uma alta de 1,1%, o que significa a geração de 13 mil postos de trabalho no período. Ficou constatado ainda que a jornada média de trabalho dos assalariados caiu de 44 horas semanais, em março, para 43 horas semanais, em abril, ficando, assim dentro da média verificada neste mesmo mês do ano passado.

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