Desemprego tem o menor nível para agosto desde 2002

Taxa de desocupação ficou em 6% no mês passado; renda do trabalhador somou R$ 1.629,40 e bateu recorde

Daniela Amorim, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 09h07

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou estável em 6,0% em agosto, no mesmo nível registrado em julho, e é a menor para o mês desde o início da série histórica, em 2002. O resultado ficou dentro do intervalo dos analistas.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ocupados no País em agosto, de R$ 1.629,40, chegou ao  mais alto patamar da série histórica. O valor representa uma alta de 0,5% em comparação a julho e de 3,2% na comparação com mesmo mês do ano passado. Em julho, os trabalhadores receberam, em média, R$ 1.620,82.

A formalização contribuiu para o aumento da renda, segundo Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. O número de empregados com carteira assinada no setor privado subiu 0,7% em agosto ante julho, com 82 mil vagas formais. Na comparação com agosto de 2010, o aumento foi de 7,5%, 764 mil vagas com carteira.

"A formalidade pode ser uma das razões desse aumento no rendimento. Há mais pessoas com carteira assinada, ganhando melhor. Embora esse grupamento tenha apresentado queda no rendimento, no montante geral, eles estão mais numerosos e puxam o rendimento para cima", disse Azeredo.

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi de R$ 37,2 bilhões, em agosto, 1,4% acima da registrada em julho e 5,6% maior em relação a agosto de 2010. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados ficou em R$ 36,9 bilhões em julho de 2011, um aumento de 1,4% ante o mês anterior e de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2010.

Regiões metropolitanas

A taxa de desemprego não registrou variação significativa em agosto nas seis principais regiões metropolitanas do País, em relação a julho. Na comparação com agosto de 2010, foram registradas quedas no desemprego nas regiões metropolitanas de Recife (2,3 pontos porcentuais) e de Salvador (2,8 pontos percentuais).

Na análise regional, em relação a julho, o contingente de desocupados mostrou um quadro de estabilidade em todas as regiões pesquisadas. No confronto com agosto de 2010, as quedas ocorreram em Recife (-25,0%) e Salvador (-25,1%).

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