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Desemprego vai a 8,5% em fevereiro

Apesar da alta ante janeiro, resultado das 6 principais regiões metropolitanas é o menor para o mês desde 2003

Jacqueline Farid, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

O mercado de trabalho voltou a mostrar efeitos negativos da crise em fevereiro, mas o tombo foi menor do que o esperado. Enquanto as projeções indicavam taxa média de desemprego de 9,05%, o índice apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas foi de 8,5% no mês. É ainda um resultado superior aos 8,2% de janeiro, que causaram apreensão no mercado, mas foi a menor taxa para fevereiro desde 2003. Mesmo assim, as estatísticas apontam perda de 211 mil postos de trabalho de janeiro para fevereiro. Mais da metade deles na indústria, que amargou o seu pior resultado. O gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo, lembra que o aumento da taxa de desemprego em fevereiro em relação a janeiro ocorre tradicionalmente na série histórica do IBGE por fatores sazonais (típicos dessa época do ano). Em 2009, segundo ele, a alta de um mês para o outro foi até menor do que a de anos anteriores. Para ele, não houve variação estatisticamente significativa e esse é um dos principais pontos positivos de fevereiro. Outra boa notícia é a estabilidade (-0,1%) na renda real ante janeiro e a manutenção do aumento no rendimento (4,6%) ante igual mês do ano passado. Há, porém, más notícias. A pior delas, na avaliação do técnico, é a queda recorde no nível de ocupação (proporção de ocupados na população de dez anos ou mais de idade), que nunca, desde o início da série histórica, em 2003, havia caído tanto de janeiro (52,1%) para fevereiro (51,6%). O número de ocupados nas seis regiões recuou 1% no mês, com fechamento de 211 mil vagas. "Este recuo mostra que o mercado de trabalho não está absorvendo os desocupados, o cenário econômico não é favorável e acaba não gerando postos de trabalho suficientes", disse Azeredo. SÃO PAULOA região metropolitana de São Paulo também contribuiu para a queda na ocupação industrial nas seis regiões. O número de trabalhadores na indústria paulista recuou 1,4% em fevereiro ante janeiro, com fechamento de 26 mil vagas. Outro dado negativo do mercado de trabalho na região foi o recuo de 1,6%, ante janeiro, no rendimento médio real dos trabalhadores, a maior queda para o mês na região desde 2003. A redução foi puxada pelo setor industrial, no qual o rendimento caiu 10% no período, também a maior queda para fevereiro desde 2003. De janeiro para fevereiro, a renda na indústria paulista caiu de R$ 1.525,98 para R$ 1.373. Já a taxa de desemprego em São Paulo, incluindo todas as atividades pesquisadas, subiu para 10% em fevereiro, ante 9,4% em janeiro. COLABOROU FRANCISCO CARLOS DE ASSIS

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