Desemprego vai cair mais, diz Lupi

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deve encerrar os meses de agosto, setembro, outubro e novembro com recordes mensais consecutivos de empregos formais no mercado de trabalho brasileiro. A previsão é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Alessandra Saraiva / RIO, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2010 | 00h00

Ainda de acordo com Lupi, a taxa de desemprego deve encerrar o ano em patamar recorde negativo, abaixo de 7%. "Creio que, em dois anos, poderemos ter um cenário de pleno emprego, com taxas entre 5% e 6%", afirmou.

Lupi fez os comentários ao analisar o desempenho da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) anunciada na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostrou o melhor mês de julho para o mercado de trabalho em oito anos.

"Isso mostra que a economia brasileira está indo muito bem" afirmou.

Ele admitiu que o mês de julho, nos dados do Caged, mostrou um patamar de população ocupada cujo desempenho foi influenciado para baixo, por fatores sazonais. No mês de julho foram criados 181.769 empregos formais, uma queda de 14% na comparação com junho, quando foram registradas 212.952 mil vagas com carteira assinada.

"Agora, isso já passou, e teremos agosto, setembro, outubro e novembro com recorde (em empregos formais)", afirmou. Lupi reiterou a meta do governo para este ano, de acréscimo de 2,5 milhões de empregos formais em 2010.

Reação da indústria. Entre os setores que puxarão o desempenho dos empregos formais este ano estão os de construção civil, serviços e indústria. "O setor industrial está reagindo muito bem e, a partir de agosto, teremos o comércio, atacado e varejo, muito forte, devido às contratações de final de ano", disse.

O ministro minimizou os sinais de acomodação observados na produção industrial no fim do segundo trimestre.

"Não foi nem um soluço, foi um respirar fundo para pegar fôlego. A indústria é um setor que tem um diferencial, um peso muito forte nas regiões Sul e Sudeste, e os maiores salários. Mas quantitativamente, no porcentual total de empregos gerados, não tem uma importância tão forte", considerou.

"Mas a indústria está retornando em ritmo de crescimento muito forte e acho que vamos vivenciar em 2010 o melhor ano da indústria em geração de emprego", concluiu.

Lupi participou ontem de formatura de jovens que participam do Projeto Juventude Cidadã, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro.

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