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Desenvolvimento será marca do segundo mandato, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou nesta segunda-feira que o novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter como marca o desenvolvimento. "Há um consenso na classe política, na sociedade brasileira, na classe empresarial que o País não tem nada que suscitou o crescimento. Passou o tempo do antibiótico, chegou o tempo da vitamina", afirmou ao Estado depois de desembarcar de São Paulo no mesmo avião do presidente.Ele, no entanto, preferiu não comentar as avaliações sobre possíveis mudanças no Banco Central, que, segundo fontes do governo, seriam necessárias para imprimir um ritmo de crescimento econômico mais forte. O ministro também rechaçou comentários como o do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, que decretou o fim da "era Palocci". "Não acho, como alguns comentários disseram, que existe era A ou era B. Existem momentos diferentes. Existe momento que precisa cavar buraco e fazer alicerce e há momentos que precisa colocar a estrutura para subir. E este é o momento da estrutura subir", avaliou.Furlan disse que o grande desafio para o seu ministério, nos próximos quatro anos, será estimular o mercado interno. Segundo ele, são necessárias políticas de estímulo à produção e ao investimento, como novas desonerações tributárias e acesso ao crédito. Na visão do ministro, é preciso escolher setores ou segmentos que possam ter reduções de impostos. Ele argumentou que é preciso aumentar os investimentos para sustentar o crescimento econômico. "Maior atividade econômica significa mais tributos, melhor desempenho das empresas e mais imposto de renda", disse.Como exemplo, o ministro citou as desonerações realizadas para a compra de computadores populares que, segundo ele, aumentou a arrecadação federal em R$ 220 milhões, e os incentivos fiscais para a construção civil que elevou em 10% o número de empregos no setor.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2006 | 18h04

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