Desespero é total, diz presidente da Fiesp

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, a situação dos industriais é de "desespero total" em relação à situação econômica de suas empresas. Entrevistado no programa ?Passando a Limpo?, da Rede Record, ele acentuou que nos últimos dois meses houve uma queda muito acentuada na atividade econômica. "Não há crédito irrigando o mercado, as taxas de juros são altíssimas, os pátios das montadoras estão cheíssimos - e essa é uma cadeia importante de fornecedores -, os estoques das empresas estão altos, as prateleiras do comércio estão muito cheias e, agora, temos ainda o dólar chegando a um patamar perigoso, que pode comprometer o saldo da nossa balança." Estagnação Segundo Lafer Piva, os únicos setores que ainda estão apresentando uma taxa de crescimento são os ligados à exportação e ao agronegócio. "Todos os demais, ligados ao mercado interno, pela falta de massa salarial e de uma renda que não cresce, estão absolutamente estagnados." Medidas imediatas O presidente da Fiesp defendeu a adoção de medidas imediatas por parte da governo Lula para a retomada do crescimento econômico. "São necessárias medidas que não afetem apenas a vida real, mas que mexam com o humor, com a psicologia, com a percepção dos agentes (econômicos) para que possamos dar um passo à frente. Entre as medidas, ele sugeriu uma redução de pelo menos três pontos percentuais na taxa Selic, na reunião do Copom desta semana. "Eu gostaria de uma redução de quatro pontos, o mercado fala em dois pontos, de maneira que eu fico nos três." Lafer Piva considera que 2 003 já está perdido em termos de recuperação da economia, com o crescimento do PIB não ultrapassando a taxa de 1,5%.

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