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Desfalque no ‘dream team’ fecha semana dramática

Com ministros políticos envolvidos em denúncias, Temer sempre podia contrapor com equipe econômica elogiada dentro e fora do País; ainda pode?

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 22h54

Numa semana de tantas e más notícias, a última coisa que poderia acontecer ao presidente Michel Temer seria mais uma perda na equipe e exatamente no “dream team” da economia, distante das denúncias da Lava Jato. Mas aconteceu, com a queda da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos.

Uma das raras mulheres num governo sempre acusado de “machista”, Maria Silvia compunha com Henrique Meirelles, da Fazenda, e Pedro Parente, da Petrobrás, o trio da economia que dava lustro, densidade e discurso para Temer. Com seus ministros políticos acossados por denúncias, o presidente sempre podia contrapor com esse tripé elogiado dentro e fora do País. Ainda pode?

Economista respeitada, com um currículo que passa pela presidência da CSN, Maria Silvia atravessou toda a sua curta passagem pelo BNDES sob tiroteio. Para Temer, em público e em privado, ela estava moralizando o banco. Para os críticos do setor privado, estava trancando cofres e projetos, anulando, assim, o papel do BNDES na retomada do crescimento e dos empregos.

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Os motivos reais para a decisão de Maria Silvia ainda não estão claros, mas, para piorar, a agência Moody’s anunciou horas depois que colocou a nota do Brasil em observação negativa, o que vai minando, mais e mais, as já precárias condições de governabilidade do presidente, atingido pelas delações premiadas da JBS justamente quando comemorava sinais positivos na inflação, juros, desemprego e previsões de crescimento.

Com a queda, Temer encerrou a semana como começou: debaixo de pressões, ameaças e defecções, que praticamente esvaziaram o terceiro andar do Planalto, onde se aboletavam assessores que ajudavam pouco, mas prejudicam muito o governo numa hora vital.

 

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