Desfecho de Doha pode dar confiança a mercados, diz OMC

Para diretor da organização, comércio internacional é importante fonte de estabilidade para governos

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

13 de abril de 2008 | 12h28

Diante da incerteza elevada nos mercados financeiros mundiais, o sistema de comércio internacional é uma fonte importante de estabilidade para governos, corporações e consumidores. "O (comércio) desempenhou este papel muito bem há dez anos, durante a crise da Ásia, atuando na absorção de choques entre os setores financeiro e real da economia mundial", afirmou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, no Encontro de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), no início da noite de sábado, 12. Por isso, a conclusão da Rodada de Doha é a mensagem mais próxima para dar confiança aos mercados financeiros mundiais, disse Lamy.     Veja também:   Mantega culpa subsídio de países ricos por inflação de alimentos Especial sobre a crise de alimentos  Celso Ming explica a alta da inflação  Economia global vive situação entre 'gelo e fogo', diz FMI Produção maior é saída contra inflação, diz Lula ONU pede medidas urgentes contra inflação de alimentos Entenda os principais índices de inflação "As próximas semanas serão cruciais na Organização Mundial do Comércio. Então, por favor, ajudem-nos a avançar na conclusão da Rodada de Doha agora", pediu Lamy aos 24 membros do Comitê, que representam os 185 membros do Fundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, representa a Constituency do Brasil no FMI, que agrega o Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago.Em discurso proferido ao Comitê Financeiro e Monetário do Fundo, ele voltou a advertir sobre os riscos de um fracasso em Doha. Esta situação, comparou Lamy, é semelhante àquela do copo com água até a metade. "Estou completamente convencido de que temos meios políticos e técnicos para terminar a Rodada de Doha neste ano", disse ao comitê que orienta as prioridades políticas do FMI. O primeiro passo, ponderou, é que os membros da OMC concordem em nível ministerial até maio sobre a estrutura para os cortes de tarifas agrícolas, subsídios agrícolas e tarifas industriais. Segundo ele, esta tarefa tem "escapado" de uma solução por tempo demais.Lamy afirmou ao Comitê do FMI que as diferenças entre as partes nas negociações não são grandes. Tecnicamente, ele acredita que será possível fazer a ponte entre os posicionamentos dos ministros sobre a questão. O que é necessário, avaliou Lamy, é posicionamento político das partes.

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