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Desfecho do caso Varig deve sair hoje

A Justiça do Rio deve se pronunciar nesta segunda-feira sobre a proposta do TGV, único grupo a fazer oferta pela Varig no leilão da companhia aérea realizado no último dia 8. A expectativa é de que o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8.ª Vara Empresarial do Rio, rejeite a oferta do TGV e opte por decretar a falência continuada da Varig. Isso porque, mesmo depois de dois pedidos de esclarecimento da Justiça, o consórcio vencedor ainda não conseguiu comprovar a origem dos R$ 1,010 bilhão que viabilizariam o negócio. A dificuldade do TGV em encontrar investidores para financiar o consórcio abriu caminho para a entrada em cena da estatal portuguesa de aviação, a TAP. Desde o final da semana passada, vem sendo estudada a falência continuada da Varig com o grupo português assumindo a gestão operacional e financeira da empresa até a realização de novo leilão. A alternativa foi confirmada pelo próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, que está no Brasil tocando pessoalmente as negociações. Segundo ele, além da TAP, o consórcio seria integrado também por Air Canadá e pelo banco brasileiro Brascan, controlado pelo fundo canadense Brookfield. Essa possibilidade está prevista na Lei de Recuperação Judicial e prevê que a Varig, mesmo após sua quebra, continue operando para preservar ativos e a marca. De acordo com Pinto, a TAP e a Air Canadá fariam a reestruturação da malha de vôos e de frota da Varig. O banco Brascan, por sua vez, garantiria o giro do fluxo de caixa da companhia, maior problema da empresa atualmente.A Varig precisa urgentemente de dinheiro para poder sensibilizar o juiz Robert Drain, da Corte de Nova York. Na quarta-feira, ele decide se prorroga liminar que protege a empresa contra o arresto de pelo menos 25 aeronaves, das quais 23 voam para o exterior. Sem esse sinal positivo, ele não teria como evitar a paralisação da operação internacional da Varig quase que imediatamente, já que a companhia usa 27 aviões para voar para fora do Brasil.Enquanto isso, o TGV luta para convencer algum dos cinco investidores, com quem alega manter conversações, a entrar no negócio e garantir a aprovação de sua proposta pela Justiça. Pelo menos um dos potenciais financiadores, a companhia aérea chilena Lan Chile, desistiu de apoiar a organização na última hora. Isso reforça os rumores de que o TGV estaria sozinho na busca por novos financiadores.Outro investidor que estava se aproximando do TGV era o ex-presidente da VarigLog, José Carlos Rocha Lima, que preside atualmente a Syn Logística. Mas fontes do mercado relatam que ele estaria negociando diretamente com a Varig. Essa foi a alternativa usada pela TAP, que desde o começo havia descartado uma associação com o grupo dos trabalhadores. Para a Justiça do Rio, basta provar de onde vem o dinheiro prometido pela organização de trabalhadores da Varig para comprar a empresa. Nem que seja uma repactuação de dívidas com credores extra concursais, que viram suas dívidas crescerem após a Varig ter entrado em recuperação judicial.A situação da companhia aérea será discutida também nesta segunda-feira pela manhã em audiência pública na Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A reunião foi um pedido dos funcionários da companhia aérea, que querem uma mobilização dos políticos em torno da crise financeira na empresa aérea, que tem sua sede no Rio de Janeiro. Colaborou Alessandra Saraivam

Agencia Estado,

18 de junho de 2006 | 00h07

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