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Desinflação também traz riscos, diz Ata do Copom

Os diretores do Banco Central chamam atenção, no texto da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), para dois elementos que, no entender deles, devem ser considerados nas avaliações sobre inflação e política monetária no País. Em primeiro lugar, os diretores observam que alguns riscos envolvidos nas projeções para a trajetória futura da inflação se têm tornado "menos significativos". Por outro lado, o avanço do processo de desinflação torna outros riscos "mais relevantes". Assim como na ata da reunião de agosto, os pontos centrais da ata de setembro estão explicitados nos parágrafos 24 e 25 do documento. Na avaliação dos diretores do BC, as dúvidas em relação ao aumento do grau de inércia da inflação após o repique inflacionário ocorrido no último trimestre de 2002 são alguns dos riscos que se têm tornado menos significativos. Entretanto, os diretores do BC ressaltam que, ao longo dos últimos três meses de 2003, ocorrerão "importantes dissídios coletivos". "Nesse caso, será importante observar as diferenças entre os reajustes salariais associados a setores que tiveram ganho de preços relativos desde o ano passado, notadamente os setores produtores de bens comercializáveis que se beneficiaram da depreciação cambial e os reajustes que se baseiam na inflação passada, independentemente do desempenho setorial ocorrido e previsto", argumentam os diretores. Novos riscosMas, ao mesmo tempo em que há redução de riscos, há também o aparecimento de novas preocupações no horizonte visto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. "Com o avanço do processo de desinflação, entretanto, outros riscos tornam-se mais relevantes", salientam os diretores do BC no texto da ata da última reunião do Comitê, divulgada esta manhã em Brasília. Dadas as sucessivas reduções na taxa Selic, a partir de junho, a taxa de juros real tende a se aproximar da taxa que deverá vigorar em médio prazo, quando a economia estiver em uma trajetória de crescimento sustentado com estabilidade de preços, segundo observam os diretores. "À medida que essa convergência segue seu curso, adquirem maior peso relativo os riscos associados às incertezas que cercam os mecanismos de transmissão da política monetária, particularmente no tocante às defasagens e magnitudes do impacto de alterações da taxa Selic sobre a inflação", destacam os diretores. É com base nessa mudança progressiva no peso relativo dos riscos que os diretores do BC defendem, ainda com mais vigor, a política de gradualismo da autoridade monetária. "Com essa mudança progressiva no peso relativo dos riscos, o gradualismo na condução da política monetária torna-se cada vez mais importante", sustentam.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2003 | 09h59

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