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Desktop fica menor para competir com os notebooks

Computadores de mesa vêm perdendo espaço no mercado para os micros portáteis

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

Com a perda de espaço para os notebooks, os computadores de mesa precisam se reinventar. Modelos compactos, que ocupam menos espaço, ou embutidos no monitor, conhecidos por all-in-one, começam a chegar ao mercado para atrair os consumidores. "Lançamos o primeiro desktop compacto no fim do ano passado, e hoje ele já responde por 30% a 40% das vendas", diz Dante Avanzi, gerente de produtos para desktop da HP. A empresa acaba de lançar um all-in-one, com tela sensível ao toque.No ano passado, foram vendidos 7,6 milhões de desktops e 4,1 milhões de notebooks no País, segundo a consultoria IT Data. Para este ano, a previsão é de 6,3 milhões de computadores de mesa e 4,7 milhões de notebooks. "A pessoa física está preferindo cada vez mais o notebook", disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data. "A queda prevista para a venda de desktops este ano é de 17%. A tendência é que as vendas mensais de notebooks ultrapassem as de desktops em novembro ou dezembro deste ano." Mesmo assim, o computador de mesa ainda é forte no mercado corporativo, por questões como segurança da informação, durabilidade e assistência técnica mais fácil. A Digitron, fabricante brasileira de placas para computadores, começou a produzir este mês uma placa-mãe compacta para desktops. "Fabricamos um primeiro lote de 5 mil unidades, que não deu nem para o começo", diz Wladimir Benegas, diretor de vendas e marketing da companhia. "A placa compacta é uma tendência internacional forte." O primeiro lote foi distribuído para dez clientes da Digitron.Além de ocupar menos espaço, o desktop compacto consome menos energia. "A economia pode chegar a 30%, quando comparada a uma máquina tradicional", explica Benegas. No mês que vem, a empresa vai lançar uma outra placa compacta, e a expectativa é que esse tipo de produto responda por 40% da produção até o fim do ano."O mercado se movimenta para a mobilidade", reconheceu Fábio Lemos, gerente sênior de marketing da Dell para a América Latina. "O desktop precisa ganhar personalidade, com um visual mais atrativo." A empresa aposta em cores e design diferenciados em seus modelos compactos. O all-in-one, com tela touch screen, tem três opções de cores.A redução do tamanho dos desktops acompanha o fortalecimento do conceito de media center, em que o computador passa a ser um repositório de vídeos, fotos e música, para se transformar num centro de entretenimento na casa das pessoas. "Um all-in-one não é mais somente um desktop. É outro tipo de computador. Fora do Brasil, as pessoas colocam esse tipo de computador na cozinha", diz Lemos.Por enquanto, o all-in-one ainda está posicionado como um produto para consumidores de alto poder aquisitivo, com preço normalmente acima de R$ 4 mil. A Positivo Informática espera popularizar o produto, e prepara o lançamento de seis modelos no próximo mês, com preços a partir de R$ 1,5 mil. "Teremos produtos bastante competitivos", disse César Aymoré, diretor de marketing da Positivo. "Vamos vender o all-in-one para a classe média, e também para a classe A."Para Aymoré, apesar da evolução rápida do notebook em relação ao computador de mesa, existe um limite para essa tendência. "Acredito que o mercado como um todo chegará a uma situação próxima de 60% de notebooks e 40% de desktops", diz o executivo. "O primeiro computador da família deve continuar a ser um desktop, até porque muitas vezes as pessoas se unem para pagar pelo computador."A Positivo Informática ainda não definiu quando lançará seus desktops compactos. "Nós vemos esse tipo de produto com bons olhos, principalmente para o segmento de entretenimento", diz Aymoré. "O PC vai ficar cada vez mais próximo da TV de LCD, como media center."

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