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Desmembramento da GM é pivô da mudança

Reestruturação da montadora americana deve resultar na venda de várias das suas 13 marcas

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

A onda de aquisições e fusões já era esperada. O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan e da Associação Europeia dos Construtores Automotivos (Acea), diz que "a crise deve ser longa e vai mudar a paisagem automotiva mundial. Não sei quantas empresas vão sair dela. Mas é certo que o número será menor do que antes."O pivô da revolução em curso é o desmembramento da GM. Antes hegemônica, a companhia americana enfrenta processo de reestruturação que deve resultar na venda de várias de suas 13 marcas. A Pontiac, fabricante do clássico Firebird, deve desaparecer. A alemã Opel, a britânica Vauxhall, a sueca Saab, a americana Saturn, a coreana Daewoo e a australiana Holden são alvos dos predadores do mercado. Entre eles está a italiana Fiat, que já incorporou 20% da Chrysler e negocia a absorção da Opel. Sergio Marchionne, administrador da montadora italiana - que inclui as marcas Fiat, Lancia, Alfa Romeo e Ferrari - não esconde suas ambições. Admite interesse em outras operações do grupo.Os chineses da Geely, fundada em 1986, estão interessados na Saab. Outro alvo da empresa, segundo especulações da imprensa internacional, seria a também sueca Volvo, pertencente à Ford.Do espólio da GM, ainda há dúvidas sobre a Vauxhall, fabricante dos veículos da Opel no Reino Unido, e da Saturn. A britânica pode ser incluída no pacote ambicionado pela Fiat, mas também pode se integrar aos projetos da australiana Holden, caso seja preservada pelos americanos. Já a Saturn, dona de 400 concessionárias nos EUA, é o alvo preferencial da Renault, que junto com japonesa Nissan forma o quinto maior fabricante de veículos do mundo. A incorporação ocorreria sem desembolso dos franceses, mas com a transferência dos custos de produção e das obrigações financeiras.Na semana passada, Carlos Ghosn, em reunião com acionistas, foi ambíguo em suas respostas. "Não estamos à procura de aquisições nem de alianças em particular com nenhuma marca europeia", afirmou, descartando negociações com a Opel. A Saturn, porém, é americana. Questionado por jornalistas, foi irônico, mas não dirimiu as dúvidas. "Nós não podemos ter contato direto com a Saturn porque a empresa pertence à GM." Outra subsidiária GM ambicionada pela concorrência é a coreana Daewoo, terceira maior de seu país. Segundo Nick Reilly, diretor da GM Ásia, a companhia não tem interesse em se desfazer da marca, da qual tem 72% das ações. Hyundai/Kia, contudo, tem uma proposta na manga, de acordo com a imprensa asiática.

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