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Cleide Silva/ São Paulo e Evandro Fadel / Curitiba, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Continua o impasse nas fábricas da Volkswagen do Paraná, onde os funcionários estão em greve desde o dia 5, e da Honda em Sumaré (SP), que ficou paralisada por mais de uma semana e ontem iniciou período de licença remunerada até dia 3. Já os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos e São Caetano do Sul (SP) realizam assembleias hoje para avaliar proposta de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A greve na Volkswagen completa 20 dias e pode ser a mais longa da empresa no Paraná, onde se instalou em 1999. Em setembro de 2009, os trabalhadores ficaram parados 21 dias, em reivindicação por reajuste salarial. Desta vez, pedem R$ 12 mil de PLR, metade neste mês.

Em assembleia ontem, os trabalhadores decidiram manter a greve. A empresa mantém a oferta de R$ 4,6 mil como primeira parcela e discussão do valor da segunda até o fim do ano, atrelado a metas. Nova assembleia ocorrerá amanhã. A Volks entrou com pedido de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), previsto para 6 de junho.

Segundo o sindicato, a empresa deixou de produzir até agora 10.530 veículos Golf, Fox e CrossFox, o que somaria prejuízo de R$ 421,2 milhões. Ainda segundo a entidade, com 1,03% desse valor (R$ 4,34 milhões) seria possível pagar R$ 1,4 mil para cada um dos 3,1 mil metalúrgicos, referente à diferença entre o que pedem e o valor oferecido pela empresa. A Volks não se manifestou.

Representantes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José e de São Caetano estavam reunidos ontem à noite para discutir a PLR deste ano. Na sexta-feira, os funcionários de São José fizeram paralisação de 24 horas e os de São Caetano atrasaram a entrada. Eles também querem R$ 12 mil de PLR para os 16,5 mil operários das duas fábricas.

Na semana passada, a empresa ofereceu R$ 9,5 mil, 13% a mais que em 2010, mas os sindicatos abandonaram a negociação, segundo a GM. A montadora coloca como meta a produção de 410 mil carros nas duas fábricas. Sem nova proposta, o Sindicato de São José ameaça greve por tempo indeterminado.

Já na Honda, o protesto é contra a demissão de 400 funcionários na semana passada. A empresa alega que terá de reduzir a produção por falta de peças importadas do Japão. Na quinta-feira, as duas partes terão audiência no TRT de Campinas, para tentar uma conciliação. O sindicato entrou com ação pedindo a suspensão dos cortes, considerados "assédio moral coletivo".

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