Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Desonerações dobram no período de dois anos

Impostos que o governo deixa de arrecadar com as desonerações devem chegar a R$ 91,5 bi em 2014: no ano passado, esse número foi de R$ 44,5 bi

Lu Aiko Otta / Brasília, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2013 | 02h08

Os cortes de impostos concedidos pelo governo federal para estimular o crescimento econômico devem dobrar num período de dois anos, atingindo a cifra de R$ 91,5 bilhões no ano que vem, ante R$ 44,5 bilhões no ano passado e R$ 71,2 bilhões este ano. Os dados foram apresentados ontem pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, durante balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"A reforma tributária entrou de forma definitiva na agenda do governo", afirmou. Os cortes nos impostos, explicou, estão focados no investimento e na produção. A desoneração da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos, por exemplo, melhora o fluxo de caixa das empresas porque elas contribuem à medida em que faturam, explicou o secretário.

Os generosos cortes de impostos são, porém, criticados por especialistas, porque não há uma análise dos benefícios gerados por essas medidas em comparação com os custos. Há também quem questione as desonerações da folha salarial num mercado de trabalho aquecido. Países da Europa adotam a mesma política, mas lá o desemprego é elevado.

Impulso. Além das desonerações na folha, algumas das quais entraram em vigor este ano, o governo vem cortando impostos sobre a aquisição de máquinas e equipamentos. Impulsionada por esse, entre outros fatores, a produção de bens de capital aumentou 24,4% em abril, na comparação com abril de 2012.

"É um dado impressionante", frisou Holland. "Ninguém contrata bem de capital se não tem perspectiva de demanda." O número, disse ele, indica que a retomada dos investimentos detectada no primeiro trimestre deste ano é sustentável.

Ele aproveitou o balanço do PAC para apresentar dados que mostram recuperação da economia a partir de abril. Também procurou demonstrar que há grande confiança dos investidores internacionais no País, a partir dos resultados de emissões de bônus no exterior, por exemplo. Dessa forma, procurou contrapor-se à ameaça de rebaixamento do País pela agência classificadora de riscos Standard and Poor's.

O secretário também afirmou que a inflação no preço de alimentos, que foi bastante forte no início do ano, com os alimentos in natura subindo 45,9%, já dá sinais de arrefecimento. O encarecimento desses itens é uma das principais explicações para a queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Holland ressaltou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 0,37%, depois de haver atingido 0,86%. "A inflação vem caindo consistentemente", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.