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Despesa com juro no ano é recorde para o período, diz BC

Selic e IPCA impactaram para desembolso de R$ 177,5 bilhões de janeiro a setembro

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

31 de outubro de 2011 | 11h14

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, informou hoje que as despesas com juros de janeiro a setembro (R$ 177,47 bilhões) bateram recorde para o período em razão do impacto da Selic (a taxa básica de juro da economia) e do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA) mais altos no estoque da dívida do setor público. É o pior resultado para a série histórica, que teve início em 2001.

Segundo ele, as despesas com juros de janeiro a setembro aumentaram 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto o IPCA acumulado até setembro deste ano está em 4,97%, no período de 2010 estava em 3,60%. Já a taxa Selic acumulada de janeiro a setembro deste ano está em 8,71%, ante 7,03% no mesmo período de 2010.

O déficit nominal do setor público consolidado nos 12 meses encerrados em setembro de 2011, de R$ 102,245 bilhões, é o pior resultado em 12 meses desde agosto de 2010, quando a conta somou R$ 116,910 bilhões. Túlio Maciel também afirmou que o pagamento de juros nos mesmos 12 meses encerrados em setembro (R$ 231,639 bilhões) compõe o maior valor desde o início da série histórica em 2001.

Segundo Maciel, o déficit nominal das contas do setor público de janeiro a setembro, de R$ 72,838 bilhões, aumentou 13% em relação ao mesmo período do ano passado. É o pior resultado desde 2009. Para 2011, o BC projeta um déficit nominal de 2,40% do PIB.

Dívida bruta

O chefe do Departamento Econômico do BC informou que o indicador que mede a relação entre a dívida bruta e o tamanho da economia deve fechar o mês de outubro em 55,4% do PIB. Em setembro, o dado ficou em 55,9% do PIB.

Maciel explicou que o aumento do indicador neste mês deverá ser causado pela oscilação do dólar, fato que tem efeitos contrários na dívida líquida e na dívida bruta. Enquanto no conceito líquido, a dívida cai com a queda do dólar - porque são contabilizados ativos como as reservas -, o indicador bruto sobe com o dólar mais fraco, porque esses mesmos ativos não são contabilizados nesse conceito.

Maciel informou ainda que está mantida a previsão de que o indicador entre a dívida líquida do setor público e o PIB deve fechar o ano de 2011 em 38,5% do PIB.

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