Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Destaque do calendário econômico são vendas do varejo

Ao contrário dos últimos dias, a agenda de indicadores econômicos no Brasil será mais amena na próxima semana. O destaque é o anúncio, na quarta-feira, das vendas do varejo em junho, calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também haverá divulgação dos balanços de empresas como Petrobras, Embraer e CSN.As vendas varejistas são esperadas com um grau a mais de atenção pelo mercado porque deverão determinar a elevação das previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Muitos bancos já elevaram as projeções com base apenas no desempenho da atividade industrial em junho - crescimento de 1,20% na margem com ajuste sazonal e de 6,60% sobre junho do ano passado - mas boa parte dos departamentos econômicos aguarda pelo resultado das vendas para promoverem revisões.Em maio, as vendas do comércio varejista cresceram 0,50% sobre abril com ajustes sazonais de 10,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Para junho, há quem projete crescimento das vendas acima de 12% na comparação com o ano anterior, o que representa um avanço acima de 0,5% na comparação mensal.IndicadoresA agenda começa na segunda-feira com a tradicional Pesquisa Focus do Banco Central, que divulga as medianas das expectativas dos analistas do mercado para as principais variáveis da economia. No mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anuncia o saldo da balança comercial referente à segunda semana de agosto. Na primeira medição, anunciada na última segunda-feira, a balança comercial registrou um superávit de US$ 370 milhões.Na terça-feira, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informa a taxa de inflação no curso de um mês, entre os dias 11 de julho e 10 de agosto, no âmbito do IGP-10. Analistas esperam uma taxa elevada, ao redor de 0,30%, por causa do aumento dos preços agrícolas e da redução e até fim da deflação dos preços dos produtos industrializados.A série de divulgações domésticas termina na quinta-feira, quando a FGV anuncia a inflação ao consumidor medida pelo IPC-S na segunda quadrissemana de agosto. Os alimentos deverão, mais uma vez, ser o condutor da inflação no período, com destaque para os preços das carnes bovinas, leites e seus respectivos derivados, apesar de ainda restar algum alívio das quedas na tarifa de energia elétrica de São Paulo e nos combustíveis. Na primeira quadrissemana de agosto, o IPC-S subiu 0,34%, ante 0,28% de julhoBalançosNo calendário corporativo, os destaques são os balanços financeiros do primeiro semestre de gigantes como Petrobras e Eletrobrás, na segunda-feira, e Banco do Brasil, CSN e Embraer, na terça. Durante a semana, também devem apresentar suas demonstrações financeiras companhias de energia elétrica e do setor imobiliário.EUANos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, haverá a divulgação de vários indicadores chaves para a formação das expectativas do mercado. Saem os índices de inflação ao produtor (PPI) na terça-feira e ao consumidor (CPI) na quarta - ambos referentes a julho. O índice de atividade industrial de agosto será conhecido também na quarta-feira. Na segunda-feira, o Departamento do Comércio dos EUA divulga os dados de vendas no varejo em julho.Entre as empresas, saem os balanços de grande varejistas e de fabricantes de produtos de consumo, como Home Depot, Wal-Mart, Sara Lee, Hewlett-Packard e JC Penney.

AE, Agencia Estado

12 de agosto de 2007 | 15h57

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