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Destaques da agenda econômica da semana

Depois de uma semana repleta de dados de inflação, o destaque dos próximos dias no mercado doméstico são os dados das vendas do varejo referentes a 2007. Além disso, haverá alguns indicadores de inflação, que vêm sendo monitorados de perto por analistas do mercado financeiro ainda preocupados com a possibilidade de continuação da disparada dos preços vista no final do ano passado.Logo na segunda-feira, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). E a atenção estará voltada às comparações de dezembro ante novembro, ante idêntico mês de 2006 e ao acumulado de 2007. Até novembro, a taxa de crescimento da atividade comercial estava em 9,70%. As expectativas para o final do ano passado e para 2008 seguem positivas, mas dificilmente as vendas do varejo surpreenderão o mercado como ocorreu na última divulgação. Os economistas contavam com aceleração de 0,18% a 1,40% para o dado na margem e o resultado efetivo foi de 1,60%. Na comparação interanual, os cálculos apontavam para variações de 7,80% a 9,80% e o IBGE informou uma taxa de 9,90%.Nesse mesmo dia, serão conhecidos dois indicadores semanais tradicionais: o da balança comercial e o da Pesquisa Focus, do Banco Central. Economistas têm perspectivas positivas para a inflação na Focus, já que a taxa de 12 meses, que vinha caindo, deve acentuar ainda mais a queda depois que o IPCA de janeiro subiu 0,54% ante expectativas do mercado, que iam de 0,57% a 0,66%. Na segunda passada, cedeu de 4,30% para 4,26%.Todos os índices de inflação que serão divulgados na próxima semana são referentes à segunda apuração do mês. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), por exemplo, divulgará na terça-feira, o IPC da segunda quadrissemana de fevereiro. Na primeira, a inflação de São Paulo subiu 0,30% e, pelos cálculos do coordenador Márcio Nakane, deve fechar fevereiro em 0,25%.A Fundação Getúlio Vargas (FGV) trará novos números de inflação na segunda e na quarta-feira. O IPC-S, que subiu 0,92% em idêntico período de janeiro e 0,82% até o dia 7 deste mês, virá primeiro. Depois, será conhecido o IGP-M, que, na primeira apuração do mês, ficou abaixo da mediana das expectativas (0,46%), em 0,42%.Nos próximos dias, ainda sem data marcada, a Receita Federal deve divulgar o montante de impostos arrecadados no primeiro mês do ano. Em 2007, o governo registrou um crescimento real de arrecadação de 11,09%, um total de R$ 602,793 bilhões, recorde histórico e que teve contribuição do dado de dezembro (R$ 65,632 bilhões), que ficou dentro das estimativas apuradas junto a analistas (R$ 62,200 bilhões a R$ 68 bilhões).

CÉLIA FROUFE E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

17 de fevereiro de 2008 | 16h20

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