Destituição de juízes é dada como certa na Argentina

A sentença contraditória da Suprema Corte de Justiça, que antes defendia o "corralito" e que na sexta-feira passada o declarou inconstitucional; a privatização da empresa Aerolíneas Argentinas; o corte de 13% dos salários do funcionalismo público, aposentadorias e pensões; a libertação dos acusados pelo crime de tráfico de armas para o Equador e a Croácia, como o ex-presidente Carlos Menem e seus ex-ministros. Estas são apenas algumas das razões apresentadas por deputados, advogados, sindicalistas e populares em denúncias formais e pedidos de impeachment dos nove integrantes da Suprema Corte. Nesta tarde duas novas denúncias com pedidos de impeachment somaram-se às 28 que se acumularam durante a semana passada e que começaram a ser discutidas nesta segunda-feira pela Comissão Parlamentar encarregada de investigar o caso. No Congresso, a destituição dos juízes já está sendo contada como certa. Trata-se de uma clara disputa entre os Poderes, com uma desvantagem considerável aos juízes, já que, entre os 30 integrantes da comissão, não há dissidências, embora os partidos sejam diferentes. Segundo a deputada Elisa Carrió, do esquerdista e recém fundado ARI-Partido por uma República de Iguais-, é "unânime a posição dos deputados sobre a corrupção que sempre reinou dentro da Corte".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.