FABIO MOTTA/AGENCIA ESTADO/AE
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Destravar projetos de petróleo renderia R$ 240 bi em investimentos, diz ANP

Para diretor-geral da Agência, Décio Oddone, é preciso tomar medidas para estimular a exploração no Brasil

O Estado de S.Paulo

27 Junho 2017 | 17h55

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou que, ao concluir as negociações da cessão onerosa, serão destravados R$ 240 bilhões em investimentos, relativos à atividade de 20 navios-plataforma.

A continuidade do trabalho nas áreas de cessão onerosa depende da conclusão do embate entre Petrobrás e União sobre o valor de 5 bilhões de barris cedidos em 2010 pelo governo. Fontes que participam das negociações, ouvidas pelo Estadão/Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que ainda não há uma conclusão sobre o valor e se o credor será a Petrobrás ou União.

Em seminário promovido pela Firjan, Oddone informou ainda a expectativa de que as nove próximas rodadas gerem mais que US$ 80 bilhões em investimentos, dos quais US$ 30 bilhões no Rio de Janeiro.

Segundo o diretor-geral da ANP, nos roadshows promovidos no exterior, tem percebido que o interesse de investidores nos leilões é grande. Em sua opinião, a crise política não afeta o apetite das petroleiras.

"O que atrai os investidores é o preço internacional, o respeito aos contratos de longo prazo e a qualidade do que está sendo oferecido. A indústria petroleira no Brasil é muito importante", afirmou Oddone, acrescentando que também "há espaço para projetos de produção de combustíveis".

Ele ainda destacou a necessidade de estimular a atividade exploratória no Brasil. "Temos menos de 30 mil poços perfurados. A Argentina tem mais de 60 mil. Em que lugar do planeta podemos imaginar bacias sem perfuração? Temos que pensar nisso antes que (a indústria do) petróleo acabe. E vai acabar", argumentou.

O diretor-geral da ANP ainda citou medidas tomadas para estimular a atividade. Entre elas permitir a entrada de fundos de investimento no setor em parceria com petroleiras e a realização permanente de leilões de áreas de menor porte, o que deve ser iniciado no ano que vem.

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