Desvantagem do etanol se mantém em SP

Abastecer o carro com etanol continua desvantajoso na cidade de São Paulo. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que a relação entre o combustível à base de cana-de-açúcar e a gasolina subiu na passagem da segunda para a terceira semana de abril, de 70,80% para 71,25%.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

24 de abril de 2013 | 20h01

A taxa registrada no período é muito parecida com a da terceira semana de 2012, quando foi de 71,29%. "Avançou principalmente porque o preço da gasolina caiu. Aparentemente o movimento de entressafra (cana) já está passando", avaliou o economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima.

Nesta quarta-feira, a Fipe informou que o IPC teve alta de 0,17% na terceira quadrissemana (últimos 30 dias encerrados em 22 de abril). No mesmo levantamento, o preço da gasolina cedeu 0,11% (de 0,02%), enquanto o do etanol teve elevação de 0,22%, ante 1,44% na segunda medição. Para especialistas, o uso do etanol deixa de ser vantajoso em relação à gasolina quando o preço do derivado da cana-de-açúcar representa mais de 70% do valor da gasolina. A vantagem é calculada considerando que o poder calorífico do motor a etanol é de 70% do poder dos motores a gasolina. Entre 70% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

Impacto

Sobre as medidas anunciadas na terça-feira para o setor sucroalcooleiro, Costa Lima disse que ainda é impossível saber o quanto e se o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre o etanol terá impacto no bolso do consumidor. "É possível que sim, mas não sei em quanto tempo. É como no caso da desoneração da cesta básica, cujo efeito é complicado de mensurar", justificou, acrescentando que a entrada da nova colheita de cana-de-açúcar, prevista para meados de maio, tende a tornar o impacto ainda mais difícil de se calcular. "A grande incógnita é saber quão boa será a safra."

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