Reuters
Reuters

Detroit quer atrair novos imigrantes com ou sem qualificação

Região industrial que já foi considerada símbolo do êxito capitalista cria estímulos para atrair mão de obra

Economia & Negócios,

27 de maio de 2013 | 13h13

SÃO PAULO - Até meados do século XX, o cinturão industrial dos Estados Unidos era o símbolo do êxito capitalista, a terra prometida que acolhia imigrantes em busca de oportunidades de emprego. Nos últimos 20 anos, as principais cidades do meio Oeste viram fábricas fechando as portas, moradores abandonando a região e bairros virando deserto.

Passada a recessão, a região está se organizando para atrair novos imigrantes, na tentativa de recuperar o esplendor perdido e estimular o setor industrial. Empresários, governos locais e comunidades tentam atrair mão de obra estrangeira com diversos programas de estímulo e benefícios, informou o jornal espanhol El País. O objetivo é seduzir novos imigrantes para compensar a perda da população e devolver a vida às zonas mais deprimidas.

Steve Tobocman, diretor da Global Detroit, organização que busca revitalizar a região, explicou ao jornal que diversas cidades nos estados da região estão desenvolvendo políticas para atrair imigrantes e reter estudantes estrangeiros. O contato entre estudantes estrangeiros e empresas está sendo estimulado e as barreiras para o desenvolvimento de novos negócios estão sendo derrubadas.

Os baixos preços e a disponibilidade de moradias criam facilidades para estrangeiros em relação a centros como Nova York e Miami. Entre o ano 2000 e 2010, a população de Detroit diminuiu quase 26%, a de Cleveland, 14,5%, e a de Pittsburgh e St. Louis, 8,6%.

As cidades agora estão em busca de trabalhadores com ou sem qualificação."Nosso propósito é atrair novos trabalhadores e empreendedores e facilitar o contato entre estudantes e profissionais estrangeiros e os empresários locais", explicou Melanie Harrington, conselheira da organização Vibrante Pittsburgh.

A cidade de St. Louis contratou no início do ano a executiva Betsey Cohen, que já trabalhou na Netlé, para dirigir a Iniciativa de Imigração e Inovação. "Queremos ser, até 2020, a cidade com maior crescimento favorecido pela imigração na região", afirmou ela ao El País. As iniciativas no cinturão industrial contrastam com a de outros Estados do Sul, como Alabama e Arizona, que estão implementando políticas migratórias restritivas para imigrantes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.