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Deus não nos deu pré-sal para continuar burrice, diz Lula

Presidente diz que novas reservas de petróleo podem ajudar o governo a aumentar renda per capita no País

Daniele Carvalho, da Agência Estado,

14 de agosto de 2008 | 16h10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma discussão sobre os recursos oriundos da exploração de petróleo no pré-sal. De acordo com ele, "Deus não nos deu isso para que a gente continuasse fazendo a burrice. Deus (nos) deu mais uma chance", afirmou o presidente.   Veja também: Entenda as discussões sobre as mudanças na Lei do Petróleo Lula diz que petróleo da área pré-sal é do povo País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo A maior jazida de petróleo do País   Em seu discurso, na inauguração de uma unidade da siderúrgica Alunorte, no Pará, Lula questionou com quem devem ficar os lucros decorrentes da exploração na camada pré-sal. "Este lucro vai ficar com uma empresa ou dez empresas? Ou parte deste lucro vai ficar para fazer as reparações históricas deste País", indagou Lula.   Em seguida, Lula citou a Noruega como um país que tem experiência no assunto, onde há um órgão estatal para estabelecer relação de partilha na exploração das reservas. "Eu não tenho inveja da Noruega porque lá tem petróleo ou tecnologia, eu tenho inveja porque a renda per capita é de US$ 76 mil (por ano). Quem sabe, com mais o pré-sal, a gente possa fazer com que a renda per capita suba e faça o povo brasileiro mais feliz."   Metais   O presidente manteve o mesmo tom nacionalista que usou para a questão do pré-sal quando transferiu seu discurso para o setor siderúrgico. "O Brasil não pode se dar ao luxo de importar aço", declarou, durante a cerimônia que marcou hoje o anúncio da unidade de expansão da Alunorte, produtora de alumínio controlada pela Vale, no município de Barcarena, no Pará.   Ao lado do presidente da Vale, Roger Agnelli, Lula defendeu que o País, que lidera as exportações de minério de ferro, também construa mais siderúrgicas no País, para vender ao exterior produtos de maior valor agregado. "Agnelli sabe que nós queremos mais siderúrgicas", disse o presidente, afirmando que o Brasil precisa "ser olhado como um todo" e que regiões como o Norte e Nordeste necessitam de investimentos para se desenvolverem. "O Brasil precisa ser mais equânime", declarou.  

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