Deutsche: atenção constante às aplicações

O ano de 2001 foi muito diferente do período excepcional do final do século passado. O que vemos desde o final de 2000 na economia mundial não é "apenas uma desaceleração cíclica", mas um processo cujas conseqüências serão sentidas ainda por muitos anos. Mas não há como negar que em algum momento haverá melhorias, ainda que para os mercados financeiros a única pergunta relevante é se isto será visto ainda em 2002. Nossa resposta é de que há muitos elementos para se acreditar em um aumento do crescimento mundial com 2002 já razoavelmente avançado. Desta forma, podemos considerar que este ano será "mais positivo"; ainda que nem de perto comparável ao período anterior.Assim, para o desempenho dos investimentos no Brasil em 2002, temos a influência benéfica da economia mundial, mas por muitos meses ainda aos "trancos e barrancos" e com ritmo moderado. Na Argentina, este será um ano muito mais difícil do que 2001, qualquer que seja o curso dos acontecimentos.No que diz respeito propriamente ao Brasil, as eleições gerais serão fundamentais. Cada nova notícia, pesquisa eleitoral e composição de alianças será refletida nas cotações. Assim, 2002 tem potencial de volatilidade muito superior à de 2001 no Brasil: ao invés de tendência de queda quase constante da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e de alta quase constante das taxas de juros e da taxa de câmbio como em 2001, oscilações intensas nas duas direções deverão ocorrer este ano em função das eleições nacionais e dos desenvolvimentos mundiais. Desta forma, as múltiplas oportunidades deste ano exigirão a manutenção de atenção constante e da liquidez disponível para serem usufruídas, pois o potencial para "ser pego no contrapé" será maior do que a média. Diante disto e do fato de que a taxa do CDI deverá ser ainda muito elevada, os fundos de derivativos serão especialmente atrativos. Os gestores destes fundos dispõem da flexibilidade que será necessária em 2002 e não incorrem nos custos proibitivos (CPMF e IOF) que o investidor individual possuiria para alterar freqüentemente seu portfólio.Em resumo, não há como elaborar uma lista dos "melhores investimentos para 2002". Tal lista sofrerá alterações dramáticas ao longo do ano para horizontes bem menores do que um ano, para o bem e para o mal. Uma combinação de alguns fundos de derivativos de diferentes perfis (nível de risco e oportunidades de atuação) de duas ou três instituições com um fundo DI será uma das melhores alternativas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.