Deutsche cita bolha no salário de banqueiros na Ásia

O presidente do Deutsche Bank (DB), Josef Ackermann, advertiu que a guerra travada por talentos na Ásia está provocando uma bolha na remuneração dos banqueiros, que pode prejudicar a cultura dos serviços financeiros asiáticos.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

18 de julho de 2010 | 15h52

Neste domingo, o DB nomeou Henry Cai para presidência de finança corporativa para a Ásia e também para a chefia do banco de investimentos na China. Cai é conhecido como um dos negociadores mais consistentes da China e com boas conexões com o setor corporativo e também com a elite política em Pequim. Recentemente, Cai renunciou ao cargo de presidente do UBS para a Ásia.

A espiral ascendente dos salários de um pequeno grupo de banqueiros nos centros financeiros na Ásia ocorre ao mesmo tempo em que os governos nos Estados Unidos e na Europa procuram reduzir os excessos que, nos anos recentes, geraram a pior crise financeira desde a Grande Depressão.

"Se a indústria puxa os salários para cima apenas por tirar os profissionais uns dos outros, isso não é um modelo sustentável e não é bom para a cultura dos bancos na região no longo prazo", disse Ackermann, em entrevista ao Wall Street Journal.

Para combater este problema, o Deutsche começou a recrutar mais profissionais que terminam a graduação para inseri-los na cultura de bancos e, então, enviá-los de volta para a região para conduzir os negócios.

"Não é uma solução de curto prazo. Pode levar até cinco anos para que os primeiros sucessos sejam vistos", afirmou Ackermann, que está na Ásia também para participar de uma conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI), na Coreia do Sul. As informações são da Dow Jones.

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