'Devemos aproveitar esse fôlego e para tomar medidas de longo prazo'

CNI defende investir em educação e formação. Indústria também atua para qualificar colaboradores

/L.P., O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h09

Apesar de menos pressionado em razão do crescimento econômico menor, os empresários não se sentem confortáveis com a situação. "Devemos aproveitar esse fôlego para tomar as necessárias medidas de longo prazo, investindo na educação e formação", diz Paulo Mol, da Confederação Nacional da Indústria. Nas universidades, as ações já começaram.

"As indústrias têm investido em treinamentos, que em geral levam 18 meses. Quando nem isso resolve, acaba levando ao desligamento", diz. Adotando outra medida, a Vale abriu a sua primeira turma de pós-graduação em fertilizantes em setembro de 2012 e a previsão de conclusão é outubro de 2013.

Essa primeira turma tem 38 empregados, engenheiros de diversas áreas e geólogos. Atualmente, o grupo tem uma vaga aberta para engenheiro de minas sênior no Complexo Mineroquímico de Araxá, em Minas (MG), divulgada há dez dias, além de outras na mesma área que estão sendo trabalhadas internamente.

Emprego. De acordo com a Confederação Nacional de Engenharia (Confea), existem atualmente no Brasil 542.928 engenheiros registrados, muitos deles desempregados por problemas de qualificação.

O trainee da Vale Fertilizantes Frederic Yann Armache Braga afirma que dos formandos de sua turma, apenas dois não estão empregados.

"Mas não estão desempregados. Fazem especialização pelo Ciência Sem Fronteiras em Portugal e na Espanha", afirma ele, que atua num segmento onde faltam engenheiros.

O jovem diz que nota dificuldades de colocação apenas em casos específicos. "As vagas existem, mas algumas vezes não atende às expectativas do candidato. Uma amiga que se formou comigo, por exemplo, só agora conseguiu emprego porque não queria ir para muito longe de onde vive."

Braga ainda não decidiu se vai orientar sua carreira para especialização ou gestão. "As duas opções me atraem, mas ainda é cedo." E diz que notou mudança no ambiente nas turmas seguintes à sua, de 2007. "Há mais disposição dos alunos", afirma o jovem.

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