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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Devido à crise, Nilza entra com pedido de recuperação judicial

Empresa informou que tentou, sem sucesso, renegociar suas dívidas com instituições financeiras credoras

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

27 de março de 2009 | 18h18

A Indústria de Alimentos Nilza, de Ribeirão Preto, uma das maiores empresas do setor de laticínios do País, entrou, na tarde desta sexta-feira, 27, na 4ª Vara Cível do município, com pedido de recuperação judicial. Por meio de um comunicado à imprensa, a empresa alegou que foi a maneira encontrada devido aos "efeitos da grave crise financeira mundial, que afeta fortemente as empresas brasileiras". A empresa informou que tentou renegociar suas dívidas com instituições financeiras credoras, mas sem sucesso.

 

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Os valores não foram divulgados no comunicado, mas estima-se que a dívida da Nilza esteja em cerca de R$ 200 milhões. A crise de liquidez no sistema financeiro levou a empresa a perder cerca de R$ 30 milhões de uma vez no ano passado. Eram duplicatas que os bancos não quiseram renovar e esse montante representava pouco mais da metade de seu capital de giro. A empresa projetava construir uma quarta unidade (suas fábricas estão em Ribeirão Preto e nas mineiras Itamonte e Campo Belo), em Alfenas (MG), neste ano, ao custo de R$ 35 milhões. Mas a situação mudou.

 

A Nilza espera, com o pedido de recuperação judicial, manter a sua produção, os empregos de 1.000 trabalhadores diretos (além de 10 mil indiretos, 30 representantes comerciais, 17 distribuidores e 50 vendedores desses distribuidores) e preservar os interesses dos credores. "Trata-se de um esforço para minimizar os impactos sociais que a crise financeira representa", diz o comunicado. "Imbuída de lisura e boa-fé, a diretoria da Nilza espera contar com o apoio de todos no esforço para a normalização financeira e recondução da empresa no rumo do pleno desenvolvimento empresarial", encerra a nota da empresa. Nenhum diretor quis se manifestar.

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