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Devido a resquícios de Dubai, Bovespa recua 0,06%

Porém, bolsa fecha novembro com a maior altas dos últimos cinco meses

Claudia Violante, da Agência Estado,

30 de novembro de 2009 | 18h34

O último pregão de novembro na Bovespa foi bastante volátil, com predomínio do sinal negativo, em consonância às Bolsas norte-americanas. Mas isso não impediu que o resultado acumulado de novembro fosse positivo, perfazendo o quinto mês consecutivo de ganhos à Bolsa paulista - e a maior alta mensal deste período.

 

O Ibovespa terminou praticamente estável nesta segunda-feira, 30, com ligeira baixa de 0,06%, aos 67.044,44 pontos. Na mínima do dia, registrou 66.876 pontos (-0,31%) e, na máxima, 67.545 pontos (+0,69%). Fechou novembro com ganho de 8,94% e, em 2009, acumula alta de 78,55%. O giro financeiro somou R$ 8,465 bilhões. Os dados são preliminares.

 

O pano de fundo dos negócios na sessão desta segunda-feira voltou a ser a problemática enfrentada pelo conglomerado Dubai World. As preocupações estão bem menores, pelo fato de a exposição dos bancos não ser tão preocupante e também porque o banco central dos Emirados Árabes Unidos, durante o fim de semana, anunciou que dará suporte aos credores do país que correm risco potencial de perdas por exposição ao Dubai World. Mesmo assim, o assunto reavivou a problemática da crise para os investidores e a cautela voltou a ser uma palavra bastante recomendada.

 

Nos Estados Unidos, isso também é válido porque, embora muitos indicadores mostrem recuperação da atividade do país, a maior economia do mundo está caminhando muito lentamente. Os números da Black Friday, data que marca o início das vendas de final de ano, não foram grande coisa e nem mesmo a perspectiva de a Cyber Monday registrar recorde de vendas deu fôlego aos índices acionários.

 

Em meio aos dados de vendas, o Instituto para Gestão da Oferta divulgou que o índice de atividade dos gerentes de compras de Chicago subiu de 54,2 em outubro para 56,1 em novembro, superando a previsão de analistas, que era de queda para 53,5. O dado mostrou expansão da atividade pelo segundo mês consecutivo.

 

No encerramento da Bovespa, as bolsas, lá, viraram para cima. Pelo menos o Dow Jones, que subia 0,19%, às 18h23, e o S&P, que tinha elevação de 0,16%. No mesmo horário, o Nasdaq recuava 0,02%.

 

Na Bovespa, a alta do petróleo e dos metais não sustentou as blue chips. Petrobrás ON, -0,27%, PN, -0,26%, Vale ON, -1,17%, PNA, -1,24%, Gerdau PN, -2,48%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,49%, Usiminas PNA, +1,49%, CSN ON, -0,26%.

 

Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro avançou 1,62%, para US$ 77,28 o barril, em meio ao avanço da tensão no Irã.

 

O destaque desta segunda-feira, 30, foram as ações das empresas de Eike Batista. MMX ON, por exemplo, subiu 2,91%. A mineradora anunciou um contrato de subscrição de ações com a Wuhan Iron and Steel (Wisco) no valor total de US$ 400 milhões, que estabelece os termos e condições definitivos para a realização de um investimento do grupo chinês na MMX.

 

Já a OGX ON subiu (+3,85%) na esteira das especulações de que poderá integrar a nova carteira teórica do Ibovespa, que começa a vigorar em janeiro e cuja primeira prévia sai na terça-feira, 1. Além disso, a empresa de petróleo e gás anunciou uma descoberta da presença de hidrocarbonetos no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos. LLX ON, outra candidata a ingressar na carteira teórica, também fechou em alta, de 10,01%.

 

As maiores altas do Ibovespa foram Gol PN (+8,32%), Rossi Residencial ON (+5,38%) e Cyrela ON (+5,11%). As maiores quedas, Ultrapar PN (-5,67%), Souza Cruz ON (-4,56%) e BrT Operadora ON (-3,41%).

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