Dez países atrasam reforma agrícola da Europa

A reforma da Política Agrícola Comum (PAC) da Europa não foi definida hoje, como era esperado, já que dez países ainda defendem modificações de "grande alcance" no texto. Hoje, o Comissão aceitou várias mudanças, com a Grã-Bretanha, Dinamarca, Suécia, Holanda e Grécia dispostos a apoiar a versão atual. No entanto, o ministro espanhol da Agricultura, Miguel Arias Cañete, disse que a Espanha faz parte do grupo de dez países que ainda defende modificações em relação a última oferta de reforma.Cañete admitiu a possibilidade de uma nova proposta de consenso a ser escrita "durante à noite ou amanhã". Caso exista, esta será a quarta versão da PAC, - a terceira foi apresentada hoje pelo comissário europeu de agricultura, Franz Fischler. Ele aceitou a desvinculação parcial das ajudas e concedeu tratamento especial as regiões menos favorecidas da União Européia (UE).O porta-voz de Fischler, Gregor Kreuzhuber, advertiu que restam duas opções: "ceder às extensas reivindicações, o que é um retrocesso e não há dinheiro para tal; ou enviar essa enorme lista a Papai Noel", em referência às reivindicações "incansáveis" dos países membros.O ministro espanhol indicou que o impasse está o parcelamento dos subsídios aos agricultores e o sistema de estabilidade financeira, que esbarra na falta de suporte orçamentário a partir de 2007. A última proposta Fischler introduziu o princípio da desvinculação parcial das ajudas para os setores de carnes e cereais das regiões menos favorecidas da Europa. O que o grupo dos dez defende é a desvinculação parcial para todas as regiões da UE.

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