Dia das Crianças movimenta lojas de Brás e 25 de Março

Estimativa é que mais de 800 mil pessoas devam visitar a região entre os dias 11 e 13 de outubro

AMANDA VALERI, Agencia Estado

06 de outubro de 2007 | 07h42

A proximidade do Dia das Crianças já movimenta os principais centros de comércio popular da capital paulista. Quase 900 mil pessoas devem escolher as ruas do Brás e da Rua 25 de Março para as compras neste final de semana. "O Dia das Crianças é a segunda data mais importante para o comércio da 25 de Março", afirmou Miguel Jorge Junior, presidente da União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências (Univinco). A estimativa é que cerca de 500 mil pessoas visitem a região no sábado e no domingo. Mas o paulistano deve se preparar para o feriado. A Univinco calcula que mais de 800 mil pessoas devam visitar a região entre os dias 11 e 13 de outubro, sendo que 50% desse total seria composto de pessoas oriundas de outros Estados. É preciso disposição para fazer as compras. "Os consumidores precisam se programar e, se possível, antecipar as compras", recomendou Miguel Jorge. Segundo o presidente da Univinco, este ano o volume de vendas no Dia das Crianças deverá ter um aumento de 10% em relação ao calendário de 2006. A nova portaria de controle de qualidade dos brinquedos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), em vigor desde o dia 27 de agosto devido aos recentes recalls das fabricantes Mattel e Gulliver, não prejudicará as vendas do segmento, segundo Miguel Jorge. "Os problemas com a Mattel e com a Gulliver deixaram o mercado um pouco desfalcado, mas o mix da região foi ampliado e o setor de eletroeletrônicos, por exemplo, é um grande atrativo para a data", destacou. Nas ruas do Brás, onde o principal foco é vestuário, o Dia das Crianças também deve ter bom movimento. A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) espera a visita de 350 mil pessoas neste final de semana, com um aumento de 10% nas vendas. "Nós esperamos um bom movimento, pois o Dia das Crianças coincide com o lançamento da coleção primavera-verão", afirmou Jean Makdissi Junior, diretor de relações públicas da associação. Segundo ele, 70% das pessoas que freqüentam as ruas da região são residentes de outros Estados do País. "Os consumidores que vêm de fora de São Paulo se concentram mais nos dias da semana e o restante, 30% do total, são paulistanos que compram durante o final de semana", destacou Makdissi. Segundo dados da Alobrás, o bairro recebe diariamente 150 ônibus fretados vindos de outras cidades e Estados. Cartão 25 de MarçoAlém da tradição de preço bom que a região já carrega há anos, outra novidade acaba de chegar aos consumidores das lojas e shoppings da 25 de Março e ajudará a engordar ainda mais os caixas do comércio: o Cartão 25 de Março. Lançado no dia 20 de setembro, o produto foi desenvolvido em parceria com o banco Intercap e com a bandeira Validata, recém-chegada ao mercado de cartões de crédito. De acordo com o presidente da Univinco, que liderou a iniciativa, o cartão terá duas versões: uma para pessoa física, que não exigirá comprovante de renda e disponibilizará um limite de crédito, e outra para a pessoa jurídica, voltada para pequenos comerciantes que realizam compras na região para a revenda. "É uma forma de beneficiar os associados e os consumidores da região. Já contamos com a adesão de 35% dos estabelecimentos", destacou Miguel Jorge. Segundo ele, essa nova iniciativa visa incrementar em mais de 10% as vendas na região. "O cliente que gastava R$ 200 agora vai gastar R$ 600, pois o cartão possibilita o parcelamento em até seis vezes sem juros", afirmou. ?Eu já registrei um aumento de 4% nas vendas da minha loja desde que o cartão foi lançado?, acrescentou o presidente da Univinco, que também é comerciante de tecidos na 25 de Março. De acordo com Miguel Jorge, o comerciante que aderir ao Cartão 25 de Março pagará uma mensalidade de R$ 15 que poderá ser extinta, caso haja mais de 30 compras realizadas com este tipo de transação. "O comerciante só precisa mostrar os comprovantes e essa taxa ficará perto de zero", disse. "Ele propicia facilidade e segurança para todos", finalizou Miguel Jorge.

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