Dia das Crianças será novamente com brinquedos a R$ 30,00

Não adianta espernear. Este ano, de novo, os brinquedos das crianças não devem superar R$ 30,00 no dia 12 de outubro. O consumo está começando a descongelar e as encomendas do varejo para a data cresceram cerca de 12% em relação ao ano passado, segundo informou a indústria. Mas em razão do baixo poder aquisitivo, os valores unitários dos produtos serão mais uma vez modestos. Daí a estimativa de que em 2003 as empresas do setor vão conseguir, quando muito, empatar com 2002 em faturamento.A Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq) comemorou as indicações de retomada e anunciou que isto deve impedir demissões no final do ano, quando a indústria entra em período de baixa produção, pois os estoques estarão zerados e precisam ser repostos. Mas as mais favorecidas serão as empresas que tiverem no portfólio um bom número de produtos com preços inferiores a R$ 30. De acordo com a entidade, cerca de 65% do total de brinquedos comercializados se situa nesta faixa.Perspectivas das empresasCarlos Cimerman, presidente da rede PBKids, que tem mais de 30 lojas no País, aumentou os pedidos em 13%, pois espera vender mais no Dia das Crianças deste ano em relação a 2002, mas com efeito quase nulo sobre o faturamento. Em outra rede varejista, a Ri-Happy, que tem mais de 66 unidades, o valor da compra média caiu ainda mais, cerca de 7%, em comparação ao ano passado e está hoje em torno de R$ 46. Ele avalia que não há espaço para se esperar uma melhora dos números este ano e acredita que na data as vendas devem recuar entre 4% e 5%, com impacto proporcional sobre o faturamento. A Grow elevou sua produção em 10% para a data e também conta com uma saída maior dos itens que custam entre R$ 8 a R$ 25. O acréscimo da produção, de acordo com o gerente de produto, Gustavo Arruda, não é expressivo e está dentro dos números habituais da empresa para a data. A Grow, acrescentou ele, não tem previsões de um aquecimento expressivo das vendas. Já a Estrela, líder do setor, está mais otimista e espera uma avanço de 15%, motivados em parte também pelas promoções de sorteio de prêmios e campanhas publicitárias, nas quais investiu R$ 7,6 milhões. ImportadosA Abrinq calcula que neste ano a participação dos importados se manterá nos tradicionais 15% do mercado. Os nacionais representam 80% e o contrabando fica com 5% ou 6%. A estimativa para 2003 é de um faturamento de R$ 770 milhões, o mesmo valor de 2002.

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