Dia de recordes na Bovespa e BM&F com previsões para Selic

Bastou o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmar a queda de 2 pontos percentuais da Selic, a taxa básica de juros da economia ? de 22% ao ano para 20% ao ano ?, para os investidores em ações retomarem o clima de euforia. A decisão não foi uma surpresa, mas reforçou a idéia de queda do custo do dinheiro até o final do ano. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta forte, de 2,41%, com excelente volume financeiro de R$ 1,246 bilhão. O Ibovespa ? índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - foi a 16.889 pontos, o maior nível desde 15 de fevereiro de 2001, quando o indicador atingiu 16.937 pontos. Além disso, a Bovespa bateu a marca histórica de 62.368 negócios em um único pregão. A maior quantidade de negócios registrada até então era de 60.571, atingida em 13 de agosto de 2003. No mês, a Bolsa acumula ganho de 11,30%. No ano, o avanço é de 49,88%. No mercado de juros futuros, as taxas projetadas voltaram a cair nesta quinta-feira, refletindo a decisão do Copom. Os contratos com taxas pós-fixadas (DIs) e vencimento em abril de 2004, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerraram o dia pagando juros de 18,20% ao ano, frente a 18,42% ao ano negociados ontem. O interesse dos investidores por posições foi tão grande que esse segmentou acabou registrando um volume recorde histórico de negócios. Segundo a BM&F, o segmento de DI futuro somou hoje 530.146 contratos. No mercado cambial, o dólar não pára de cair. Hoje a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,9020 na ponta de venda das operações, em baixa de 0,31% em relação aos últimos negócios de ontem. O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país - bateu a mínima desde 29 de março de 2000, em 652 pontos.

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