Dias decisivos para economia da Argentina

Depois de um feriado longo, inicia-se uma semana crucial para a Argentina e frenética para o presidente Néstor Kirchner, já que os dias serão decisivos para a agenda econômica do país e alguns fatos políticos de alto impacto institucional. Começando pela Câmara, onde os olhos do governo estarão fixos, os deputados se comprometeram a aprovar as reformas da Carta Orgânica (espécie de estatuto) do Banco Central e a Lei de Entidades Financeiras, bem como dar início aos debates sobre o pacote antievasão e a compensação aos bancos pela pesificação assimétrica. Todas estas leis são fundamentais para a negociação com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e vêm sendo exigidas pelo organismo desde o início do ano, quando foi assinado o atual acordo que expirará no próximo dia 31. A Câmara tem a chave para aliviar a pressão sobre o ministro de Economia, Roberto Lavagna, já que se os projetos forem aprovados, poderão acelerar o ritmo das negociações para que o acordo com o FMI seja assinado na primeira semana de setembro. Se a assinatura não ocorrer até o dia 9 de setembro, o governo terá de pagar uma parcela da dívida com o FMI no valor de US$ 2,9 bilhões. O Ministério de Economia já não se sente tão seguro de que a negociação "caminha bem", como insiste em afirmar o ministro Roberto Lavagna, e a equipe econômica prepara um plano B para pagar o FMI, como adiantou uma fonte do ministério, na semana passada, à Agência Estado. A informação foi confirmada por outra fonte ligada às negociações.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2003 | 08h06

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