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Dicas de investimentos inteligentes

Invista em aumentar os círculos de amizade, e não cair na doença dos círculos fechados. Invista na verdade das pessoas, para não cair na doença do exibicionismo

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2021 | 05h00

Ao longo de todo o ano, tratamos de vários tipos de investimento. Desde renda fixa, renda variável como ações, fundos, até ativos de muito risco, as criptomoedas, entre outros investimentos. 

A expectativa é de que as discussões sobre esses temas tenham permitido ao leitor um melhor processo de decisão sobre investimentos e, assim, que as pessoas consigam uma vida financeira mais equilibrada. E, portanto, conquistando um nível de bem-estar melhor para si e para sua família. Mas, com certeza, podemos pensar em investimentos de uma maneira mais ampla e que nos façam bem. Podemos refletir sobre investimentos mais inteligentes do que todos esses que falamos durante o ano. 

Assim, aqui vão algumas dicas de investimentos que vêm do Papa Francisco. Ele diz: invista em aceitar que você não é indispensável, assim evitando a doença da imortalidade e da imunidade. Entenda que, “para tudo, há um tempo” e não mergulhe somente no trabalho. Invista na doação, no desapego e na generosidade, evitando perder a serenidade interior e ter um coração de pedra. Planeje, mas sem o excesso e com funcionalismo. Invista na temperança, evitando a perda da harmonia, e também nas faculdades espirituais e, assim, evitando o alzheimer espiritual. Invista na humildade, escapando da rivalidade e da vanglória. Invista no ser, fugindo da esquizofrenia existencial, da vida dupla ou somente considerando títulos acadêmicos. Busque a conversa sincera, não caia na doença das fofocas e dos mexericos – doença grave. Invista na sua carreira, e não no carreirismo, evitando a doença de divinizar chefes ou de cortejar colaboradores para obter submissão. Invista no compartilhar positivamente com os outros, não caindo na doença da indiferença. Invista no humor, evitando a doença da cara funérea. Invista no espiritual, não na doença do acumular para tentar preencher o vazio existencial. Invista em aumentar os círculos de amizade, e não cair na doença dos círculos fechados. Invista na verdade das pessoas, para não cair na doença do exibicionismo.

Essas “dicas” foram tiradas do discurso do papa Francisco à Cúria Romana em dezembro de 2014, mas que são úteis para nossas vidas, independentemente de nossa religião, cultura, grau social ou econômico. Permite que possamos refletir sobre nossa vidas e a nossa sociedade. Permite que enxerguemos a grande desigualdade existente no nosso País e que busquemos agir para reduzi-la.

Voltando a Francisco, em 2019 tratou do tema num tom mais forte quando disse: “Não há democracia com fome, nem desenvolvimento com pobreza, nem justiça na desigualdade”. 

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