Dicas de investimentos small caps

A expressão small caps está cada vez mais comum no mercado financeiro, mas poucos investidores conhecem o significado desse termo. Não existe um consenso para defini-lo, mas ele denomina um investimento de risco e de longo prazo, no qual o aplicador deve manter o dinheiro por cerca de três anos. De maneira geral, small caps são investimentos em ações de empresas de pequeno e médio portes.No mercado, cada administrador adota um critério para definir quais são essas empresas. Alguns gestores acreditam que, para ser considerada small cap, a companhia não pode ter determinados faturamento anual ou volume de ações negociadas em bolsa de valores. Já outros trabalham com critérios mais rigorosos e acreditam que podem fazer parte dessa categoria apenas empresas emergentes, que têm bons projetos mas ainda precisam de grandes investimentos para se desenvolverem. IndicaçõesSeja como for, existem várias opções para quem pretende investir nesse tipo de produto. Na opinião do gerente de Finanças da Socopa Corretora, Gregório Mancebo, as empresas ligadas à Sociedade Operadora do Mercado de Ativos (Soma), como, por exemplo, Tele Alagoas, Tele Brasília Celular e Tele Goiás, enquadram-se no critério de small caps e podem ser interessantes para o investidor. Para Mancebo, a maior parte das companhias associadas à Soma tende a continuar apresentando um crescimento significativo e, com isso, no médio prazo devem começar a ser listadas no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo - Ibovespa. Já o sócio-diretor da Fama Investimentos, Fábio Alperowitch, aposta em ações de empresas maiores e até mesmo mais conceituadas, que, no entanto, possuem faturamento anual abaixo de R$ 200 milhões e pouca liquidez na bolsa. Alperowitch acredita no bom desempenho das ações da Ferbasa, fabricante de materiais utilizados na produção do aço inox; da Guararapes, controladora das lojas Riachuelo; e da Magnesita, fabricante de refratários.O analista da Corretora BES Securities, José Eduardo Maia, acirra a diversidade de opiniões, ao apostar tanto nas empresas relacionadas à Soma quanto nas empresas como Magnesita e Randon, do setor de transporte; e Marcopolo, fabricante de carrocerias para ônibus e caminhão. Para Maia, o importante é apostar em empresas pouco visadas no mercado que, ao mesmo tempo, acenem com a possibilidade de oferecer uma rentabilidade atraente no futuro.Por conta das diferenças de opiniões e do risco desse tipo de aplicação, o analista da Novação Corretora, José Manoel Amorim, afirma que a melhor opção para o interessado em alocar parte do capital nessas empresas é procurar um administrador que ofereça um fundo composto por small caps ao invés de aplicar individualmente. Dessa forma, o aplicador poderá contar com o auxílio de profissionais especializados que avaliam desde o plano de negócios de cada empresa até a maturação do empreendimento.Ações BoavistaCom a compra do Boavista pelo Bradesco, os minoritários com ações ordinárias das duas empresas poderão vender os papéis ao Bradesco. Os que têm ações do Bradesco receberão R$ 6,42505605 por lote de mil; já os os que têm as do Boavista, R$ 3,12916742 por ação. O diretor-executivo da Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais, Gregório Mancebo, diz que, para o acionista do Bradesco é vantajoso permanecer com as ações. O preço ofertado está abaixo do de mercado. A cotação das ordinárias (ON, com direito a voto) na sexta-feira era de R$ 10,90. A recomendação para o acionista do Boavista é que aceite a troca. Para cada ação ON do Boavista serão dadas 189,08286705 do Bradesco. A conversão para preferencial (PN, sem direito a voto) é de uma para 182,66436941.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2000 | 16h42

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