Dicas do Procon para comprar brinquedos no Natal

O consumidor precisa estar atento ao comprar um brinquedo no Natal. A Fundação Procon-SP , órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, dá algumas dicas sobre como escolher o presente certo evitando problemas futuros. O brinquedo deve ser escolhido de acordo com a idade, a necessidade e expectativa da criança. A pesquisa de preços é o outro ponto fundamental na hora de escolher um brinquedo. A assistente de direção do Procon-SP, Maria Cecília Thomazelli, ressalta que nem sempre o brinquedo mais caro é o presente que vai agradar a criança. "O brinquedo ou presente escolhido para a criança deve corresponder à idade da criança", explicou. Maria Cecília destacou que os brinquedos devem ter o selo de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), pois isto significa que ele está sendo comercializado dentro das normas de fabricação e segurança exigidas no Brasil. Maria Cecília alerta que o consumidor deve realizar uma minuciosa pesquisa de preços antes de realizar a compra. "Pesquisar os preços é uma forma do consumidor economizar na hora de comparar o presente e não se endividar para o próximo ano", avalia. A assistente de direção do Procon-SP recomenda pechinchar nas compras à vista. "O consumidor deve barganhar, e evitar realizar financiamentos a longo prazo para evitar pagar juros no cartão de crédito e no cheque especial", aconselha. Depois de realizar a pesquisa de preços e escolher o presente, o consumidor deve conferir conteúdo do brinquedo, não comprar apenas pelo estímulo visual da embalagem. "As lojas devem deixar uma amostra do brinquedo com a embalagem aberta para o consumidor analisar o que está comprando", alerta Maria Cecília. Evite compra em camelôs De acordo com a assistente de direção do Procon-SP, o consumidor deve evitar produtos de marreteiros. Maria Cecília explica que os brinquedos vendidos em camelôs costumam ser imitação, réplica ou falsificações dos brinquedos de marca. "Os brinquedos de camelôs podem apresentar problemas de segurança e qualidade pois são fabricados fora das normas de segurança", avisa. Alguns camelôs costumam falsificar também o selo de qualidade do Inmetro. O brinquedo do camelô é normalmente mais barato do que os vendidos em lojas. Porém, segundo a assistente de direção do Procon-SP, o barato pode sair caro. "Ao comprar produtos de camelôs, o consumidor perde alguns de seus direitos, pois eles não oferecem nota fiscal, garantia ou manual de instruções. Se o consumidor tiver algum problema ou o brinquedo estiver com defeito, dificilmente ele vai conseguir trocar o produto ou reaver o seu dinheiro", avisa. O consumidor deve evitar também brinquedos com arestas cortantes, materiais inflamáveis, materiais com vidros quebráveis, peças pequenas que as crianças possam engolir, materiais tóxicos e materiais aromáticos que possam ser confundidos com frutas ou doces. Exija a nota fiscal O Procon-SP orienta o consumidor a nunca deixar de pedir a nota fiscal, que é um documento imprescindível no caso de problemas posteriores a compra. A assistente de direção do Procon-SP recomenda também reunir todo o material publicitário do produto. "A nota fiscal garante o consumidor em caso de troca do produto", afirma. Maria Cecília avisa que no caso de produtos comprados através do telefone ou de catálogos, ou seja, fora de um estabelecimento comercial, o consumidor tem o prazo de sete dias para realizar a devolução por arrependimento.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2001 | 19h07

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