Dicas para economizar na reforma ou construção

Construir ou reformar um imóvel de acordo com suas necessidades é uma tarefa complicada. O projeto e a compra dos materiais de construção podem custar caro se o consumidor não realizar um planejamento adequado. Planejar a obra e trabalhar em conjunto com a ajuda de profissionais de confiança são medidas consideradas essenciais por engenheiros e arquitetos para evitar gastos excessivos.O primeiro passo do consumidor ao planejar uma obra é contratar um arquiteto ou engenheiro, profissional que será responsável pela obra, para que o auxilie em todas as etapas da reforma ou construção. O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil em São Paulo (IAB/SP), Gilberto Belezza, avalia que um profissional do setor pode dar ao consumidor soluções práticas com um custo menor. "A contratação de um arquiteto ou engenheiro para o planejamento da obra significa maior segurança e maior economia ", alerta.A assistente de direção da Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual -, Edila de Araújo, também avalia que o consumidor que pretende realizar uma construção ou grande reforma deve realizar um orçamento com um arquiteto ou engenheiro. "O consumidor deve zelar pela segurança da sua obra com profissionais especializados", aconselha. O engenheiro de instalações da Método Engenharia, Luiz Antônio de Oliveira Machado Júnior, concorda e acrescenta que a economia pode chegar a 30% no final da construção. "O profissional especializado pode auxiliar desde a compra do terreno até o acabamento. O arquiteto ou engenheiro tem recursos para realizar um projeto específico para atender os desejos do consumidor de acordo com as possibilidades do terreno", explica. Responsabilidade pela obra O engenheiro ressalta que o profissional contratado é o responsável por todos os passos da obra. Se o consumidor se sentir lesado ou a obra não sair como o combinado, o responsável pode responder criminalmente pela diferença com relação ao projeto inicial. "Se a obra ou reforma não sai como o combinado, o consumidor pode entrar com uma ação na Justiça e o profissional pode ter seu registro suspenso", explica Luiz Antônio.O arquiteto do escritório Ruy Otake, Rodney Rodrigues Barbosa, também aconselha o consumidor a contratar um profissional especializado em projetos de obras e reformas. "A economia pode chegar até 30% no final da obra", diz. Ele afirma que o consumidor pensa que economiza em não contratar um arquiteto ou engenheiro para realizar a obra mas, acontece sempre o contrário. "O arquiteto cobra, em média, de 3% a 7% do valor total da obra e trabalha para evitar gastos excessivos", avisa. Antes de realizar a compra dos materiais, a presença de um profissional do setor também é importante. A arquiteta e urbanista Patrícia Costa alerta que os profissionais especializados conhecem os melhores materiais, marcas, modelos mais conceituados no mercados e por preços mais em conta. Além disso sabem os estabelecimentos que realizam as melhores promoções em determinados materiais. "O consumidor deve consultar um especialista em obras antes de comprar materiais para evitar prejuízos, excesso ou falta de materiais", avisa.A arquiteta explica que o consumidor não precisa, necessariamente, contratar um profissional para pequenas reformas como trocar piso e azulejo ou pintar paredes. Porém, ela aconselha o consumidor a procurar um pedreiro de confiança para realizar o serviço. Listar materiais por segmentoA arquiteta recomenda listar todos os materiais que precisa para realizar a obra e separá-los por segmento. Ou seja, separar em listas por materiais essenciais como cimento, areia, tijolos, telhas e materiais de etapas da obra como parte hidráulica, elétrica e de acabamento como portas, janelas, pisos, azulejos etc. "Com a lista dos materiais em mãos, consumidor deve fazer o orçamento em pelo menos três lojas diferentes", recomenda Patrícia Costa.O engenheiro da Método Engenharia aconselha o consumidor pesquisar preços e qualidades por segmento e em lojas especializadas. "Além de realizar pesquisas em hipermercados de construção, o consumidor deve pesquisar em lojas especializadas em segmentos de hidráulica e elétrica, por exemplo", alerta. De acordo com Luiz Antônio, as lojas especializadas costumam oferecer promoções e preços mais baixos do que os hipermercados de construção. Praticidade x prejuízoO presidente da IAB/SP avalia que comprar todo o material em um lugar só pode significar praticidade, mas também prejuízo. "O consumidor precisa se dedicar na pesquisa de preço e qualidade para economizar na reforma ou construção.Ao comprar o material, os especialistas recomendam o consumidor comprar um excesso de material entre 5% a 10% para eventuais reposições de peças quebradas. "Esta é uma margem de segurança para reparos como, por exemplo, azulejos que quebram para instalações de canos, telhas que quebram antes de serem instaladas", explica Luiz Antônio. Se a margem de excesso passar de 10%, já é considerada um prejuízo para os especialistas.Veja em matéria a seguir dicas de como comprar e vender sobras de materiais de construção.

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