Dicas para planejar o orçamento doméstico

Elaborar um orçamento doméstico detalhado é a melhor forma de evitar gastos desnecessários com encargos financeiros. Especialistas em consumo avaliam que o planejamento adequado do orçamento doméstico não é tarefa fácil mas, pode evitar uma série de dívidas e trazer resultados compensadores. A diretora de pesquisas e estudos da pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, Vera Marta Junqueira, destaca que o consumidor deve pegar o papel e a caneta e anotar todas as rendas e despesas da família, com o maior nível de detalhamento. "Desta forma o consumidor poderá enxergar quais são seus gastos diários em cada segmento de consumo", avisa. A partir daí, avisa ela, fica mais fácil cortar os supérfluos ou verificar se os gastos estão sendo feitos da forma mais racional. Com o levantamento detalhado dos gastos, o consumidor poderá definir as reais necessidades e até mudar seus hábitos para gastar menos, alerta Vera Marta. "Em épocas de crise financeira e de aperto no orçamento, o consumidor deve estudar maneiras de enxugar os gastos e até mudar seus hábitos de consumo para economizar", alerta a diretora do Procon-SP.Para fazer a conta do orçamento é preciso somar o salário líquido do responsável pela casa, o salário dos familiares e demais ganhos. Já na soma das despesas anuais é preciso somar de gastos fixos, como salário e férias da empregada doméstica, a taxa de matrícula da escola e do material dos filhos, além de gastos com impostos como IPVA e IPTU. A diretora do Procon-SP alerta também para os gastos extras que podem modificar o orçamento a qualquer momento como, por exemplo, despesas médicas.Consumidor não deve gastar mais do que podeO vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, que colocar os gastos no papel evita também que o consumidor gaste mais do que sua renda mensal. "Quando o consumidor passa a gastar mais do que pode começa a se endividar em empréstimos como cheque especial e cartão de crédito", alerta.Miguel Oliveira também destaca que o consumidor precisa aprender a pesquisar as taxas de juros oferecidas no mercado. "Quando consumidor faz uma compra financiada, costuma apenas comparar os preços das parcelas e não se da conta do valor mensal dos juros", avalia. Ele ressalta que pesquisar o valor dos juros é essencial para diminuir os gastos mensais com encargos financeiros.

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