Dicas sobre Fundos de Investimento no Exterior

Os Fundos de Investimento no Exterior (Fiex) são recomendados para investidores que podem deixar o dinheiro aplicado por um período de pelo menos um ano. Ricardo Nardini, responsável pelos fundos off shore do HSBC Brain, explica que os papéis que compõem a carteira desses fundos têm vencimento longo e, por isso, podem apresentar oscilações maiores em prazos mais curtos. "Nesse caso, um investidor que precisar sacar sua aplicação antes disso corre o risco de fazer o resgate em um momento de baixa dos títulos", afirma. Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, avalia que o Fiex também é uma aplicação recomendada para investidores que precisam atrelar seus ganhos à variação do dólar por um período mais longo. "Os fundos cambiais são compostos, principalmente, por papéis com vencimento em um mês. Os C-Bonds, que compõem a carteira do Fiex, têm período mais longo e podem oferecer ganho maior", justifica. Veja alguns produtos e a rentabilidadeEntre os Fundos de Investimento no Exterior, o Unibanco Ufex apresenta a maior rentabilidade. Em 2001, até o dia 7 de março, o ganho nominal foi de 11,59%. A taxa de administração cobrada pela Unibanco Asset Management é de 2% ao ano.Outro exemplo de Fiex é o CCF Premier, administrado pelo HSBC Brain. No acumulado do ano, até o dia 7 de março, o rendimento nominal é de 10,04%. O fundo cobra taxa de administração de 1% ao ano e a aplicação mínima é de R$ 10 mil. Para Nardini, administrador do fundo, o bom resultado obtido no período é reflexo da alta dos C-Bonds (veja mais informações no link abaixo). A BankBoston Asset Management também oferece um Fundo de Investimento no Exterior, o Boston Fie. Em 2001, até o dia 7 de março, o ganho nominal é de 7,89%. A aplicação mínima nesse fundo é de R$ 10 mil e a taxa de administração cobrada pela gestora é de 2% ao ano. Veja no link abaixo a tabela de rentabilidade de todos os Fundos de Investimento no Exterior disponíveis no mercado. PerspectivasNardini, do HSBC Brain, acredita que os Fundos de Investimento no Exterior devem continuar oferecendo rendimento atraente, mas não tão alto quanto o acumulado desde o início do ano. "Como a carteira desses fundos incorpora a alta do dólar - os títulos da dívida brasileira são negociados no exterior e, na entrada do dinheiro no País, o ganho é convertido para reais - e o espaço para a alta da moeda norte-americana é cada vez menor, o ganho do Fiex não deve ser tão elevado", avalia. A perspectiva de Nardini para a cotação do dólar no final do ano é de R$ 2,10. Ontem, o dólar oficial fechou cotado a R$ 2,0622. Por outro lado, Nardini acredita que o ganho com o C-Bond pode até melhorar, caso a situação no mercado internacional fique menos instável.

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