Dieese analisa campanhas salariais de 2004

A maioria das campanhas salariais, em 2004, obteve reajuste salarial igual ou superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo "O Comportamento dos Reajustes Salariais em 2004", divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), 81%, de 658 negociações analisadas, tiveram reajustes igual ou maior do que o INPC (55% acima do índice e 26% igual). O mesmo levantamento indicou que 19% das negociações conduzidas por sindicatos de trabalhadores e patronais resultou em correção abaixo do INPC.A pesquisa também captou desempenhos relativamente diferentes, conforme as regiões do País: no Sul, 87% dos reajustes salariais foi igual ou superior ao INPC, sendo que, em 59%, houve aumento real de salários; no Sudeste, 80% das negociações conseguiram acompanhar o índice ou ficar acima, já que, em 55% delas, os trabalhadores obtiveram ganho real de salário. "Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, a recomposição salarial atingiu de 67% a 73% dos resultados do total das negociações", informa o levantamento.Em todo o País, o setor industrial teve 87% de suas negociações com resultado maior do que o INPC, enquanto, no Comércio, o desempenho ficou em 82% e, em Serviços, 71%.Das 658 negociações acompanhadas pelo Dieese, 92% garantiram correção salarial aos trabalhadores com pagamento à vista. Em outros 7,5%, os reajustes foram divididos em parcelas e, conforme o levantamento, 0,5% das conversas não resultou nenhuma reposição.Por fim, o estudo demonstra que o uso de abonos salariais manteve-se praticamente estável em relação a 2003, caindo de 12% para 11% do total das negociações. "Esta modalidade de cláusula salarial, após 2001, também permanece nas negociações, variando num patamar de cerca de 10% a 15% das observações", informa o Dieese.

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