finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Dieese aponta em maio queda na renda de assalariados

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Seade/Dieese apontou em maio que os rendimentos médios reais dos ocupados e assalariados caíram 0,4% e subiram 0,5% respectivamente, para R$ 1.024 e R$ 1.107. Na comparação com maio de 2004, tais rendimentos apresentaram queda de 3,2% para os ocupados e 1,7% para os assalariados. "Os dados relativos à renda indicam um conjunto de fatores que não são favoráveis aos trabalhadores, o que acabou sendo registrado em várias áreas, como o desempenho do nível de ocupação no comércio, que vem caindo porque os salários das pessoas não evoluem", afirmou o diretor técnico do Dieese, Clemente Janz Lúcio.O salário médio real do setor privado caiu 0,8% em maio ante abril. A redução foi provocada basicamente por quedas no comércio (- 3,4%) e serviços (2,7%), o que foi atenuado pela elevação na indústria (2,5%). Entre maio de 2005 e maio de 2004, o rendimento médio dos assalariados nas empresas privadas caiu 1,1%, queda provocada basicamente pela redução em serviços (- 2%).Em maio, segundo a PED, o rendimento médio dos assalariados do setor privado com carteira de trabalho assinada passou para R$ 1.118, uma queda de 1,4% em relação a abril. Para as pessoas sem carteira assinada, houve um aumento de 1,7%, o que levou o nível do rendimento para R$ 791. O rendimento médio dos trabalhadores autônomos ficou estável (0,2%) e passou para R$ 737. Em relação a maio do ano passado, os assalariados sem carteira registraram aumento do rendimento médio de 14,5%, enquanto os assalariados com carteira assinada registraram uma redução de 3,9%, e os trabalhadores autônomos, uma baixa de 0,6%.AnálisesO rendimento médio real dos homens ficou em R$ 1.237 em maio, uma queda de 0,5% em relação ao valor registrado em abril. Para as mulheres, o rendimento médio real ficou estável, em R$ 767. Com esses números, as mulheres passaram a receber 62% do rendimento dos homens, nível pouco superior ao apurado em abril (61,7%). Em comparação com maio de 2004, o rendimento dos homens não sofreu alteração, mas o das mulheres caiu 8,2%.Em maio, o valor máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 201) e o valor mínimo obtido pelos 10% de ocupados mais ricos (R$ 2.017) apresentaram queda de 0,9% e aumento de 0,8%, respectivamente, em relação a abril deste ano. Na comparação com maio de 2004, tais valores apresentaram queda de 7,3% e 7,4%, respectivamente.Em maio deste ano, a massa de rendimento dos ocupados manteve-se quase estável (0,3%). A massa dos rendimentos dos assalariados subiu 1,4%, devido sobretudo aos aumentos dos níveis de emprego e salários para este segmento de pessoas ocupadas. Em relação a maio do ano passado, a massa de rendimento dos ocupados também cresceu 0,3%, e dos assalariados, 2,4%, em função do aumento do nível de ocupação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.