Dieese estima entrada de R$ 46 bi na economia com 13º salário

A economia brasileira deverá receber, em 2005, uma injeção de cerca de R$ 46 bilhões com o pagamento, pelas empresas, do 13º salário aos trabalhadores. A estimativa foi divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), que, em valores exatos, estimou o ingresso de R$ 45,9 bilhões na economia, ou cerca de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O valor será destinado a cerca de 56,45 milhões de trabalhadores do País. Brasília deverá receber o maior valor médio de 13º no País, de R$ 1.664,85, enquanto o menor valor médio ficará com o Piauí, de R$ 464,17. O valor médio nacional foi estimado em R$ 812,72, sendo que a média a ser paga aos empregados com registro em carteira ficará em R$ 1.092,44 e, aos beneficiários da Previdência, em R$ 478,07. O Dieese explica que o volume de recursos ingressa na economia durante os 12 meses do ano e não somente nos últimos dois meses do ano, já que muitos trabalhadores antecipam parcelas do 13º quando gozam férias. "Entretanto, estima-se que a maior parte, em torno de 70% do total dos valores referentes ao 13º, seja paga no final do ano", informa o documento. 13º salário por grupos Segundo a instituição, dos 56,4 milhões de brasileiros com direito a receber o 13º salário, 41,9%, ou seja, 23,65 milhões, são beneficiários da Previdência Social, caso de aposentados e pensionistas. Esse grupo receberá do INSS cerca de R$ 11,3 bilhões, ou seja, 24,6% dos R$ 45,9 bilhões a serem inseridos na economia. Empregados formais representam 55%, ou 31,06 milhões de trabalhadores com direito ao 13º, sendo também contribuintes do sistema previdenciário. Envolvem o recebimento de R$ 33,9 bilhões, 74% do montante dos recursos financeiros. Os 3,1% dos empregados restantes com direito a remuneração extra referem-se aos trabalhadores domésticos com registro em carteira profissional, representando algo como 1,4% dos valores a serem movimentados, ou cerca de R$ 634,3 milhões. 13º salário por regiões Por região geográfica do País, o Dieese estima que 57% do volume financeiro será distribuído na região Sudeste; 16,9%, na Sul; 14,1%, no Nordeste; 8%, no Centro-Oeste; e 3,9%, no Norte. O Dieese esclarece que o cálculo não considera os eventuais recebimentos de autônomos e assalariados sem registro em carteira. Ao reconhecer que esses estratos de trabalhadores recebem, por vezes, algum tipo de abono de fim de ano, a instituição explica que também não leva em conta esse dado por ser difícil de ser mensurado. Para chegar ao valor de R$ 45,9 bilhões e ao contingente de 56,45 milhões de trabalhadores, o Dieese utilizou no estudo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2003, do produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social.

Agencia Estado,

10 Novembro 2005 | 12h23

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