Dieese: salário mínimo deveria ser de R$ 2.045 em maio

Levantamento divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 2.045,06 em maio, para suprir as necessidades básicas individuais e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do País.

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

04 de junho de 2009 | 12h42

Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 243,43, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,4 vezes superior ao piso vigente, de R$ 465.

Em abril, o valor do salário mínimo necessário era menor, de R$ 1.972,64, e correspondia a 4,24 vezes o mínimo em vigor. Em maio do ano passado, este valor era de R$ 1.987,51, ou seja, 4,79 vezes o salário mínimo, na época de R$ 415.

O Dieese informou também que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em maio, o conjunto de bens essenciais subiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisadas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 98 horas e 35 minutos para realizar a mesma compra que, em abril, exigia a execução de 96 horas e 42 minutos. Em maio de 2008, no entanto, o período comprometido era maior e correspondia a 111 horas e 8 minutos.

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