Diferença salarial entre homens e mulheres deve acabar em até 20 anos, diz Meirelles

Em evento do Grupo Estado, ministro da Fazenda afirmou que a reforma da Previdência busca igualar condições de aposentadoria

Altamiro Silva Junior, Francisco Carlos de Assis, Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2017 | 17h01

A diferença salarial entre homens e mulheres deve levar até duas décadas para deixar de existir, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O ministro apontou que os dados mais recentes do mercado de trabalho mostram que entre os mais jovens os salários das mulheres já representam 99% do dos homens e que devem se igualar em breve. 

Já entre as pessoas mais velhas essa proporção é de 80%. Mas, segundo ele, em cerca de 20 anos tudo estará completamente igualado. As declarações foram dadas durante a abertura do Fóruns Estadão que trata da reforma da Previdência nesta quinta-feira, 9.

O ministro também defendeu que a reforma da previdência visa a igualar as condições para aposentadoria de homens e mulheres. Ele acrescentou que para permitir que a idade mínima para a aposentadoria de mulheres seja de 60 anos, a dos homens teria que passar para 71 anos. Do contrário, disse, as contas não fecham.

Meirelles explicou ainda que a proposta de transição vai equilibrar as distorções atuais. "Num primeiro momento, mantém-se a situação [de desigualdade entre os gêneros], visto que as mulheres entram na transição com idade cinco anos abaixo da dos homens. [Pela regra de transição], apenas mulheres abaixo dos 45 anos atualmente entram no novo regime de 65 anos. [Entram na regra nova os homens abaixo dos 50 anos.] Isso se assemelha a muitos modelos de outros países que igualam a idade mínima por gênero."

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