Andy Wong/ AP Photo
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'Diferenças comerciais com EUA devem ser resolvidas pelo diálogo', diz porta-voz chinês

Ministério do Comércio da China afirmou que negociações não serão bem-sucedidas caso uma das partes não respeite a soberania e os interesses essenciais da outra

Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 12h34

O Ministério do Comércio da China (MofCom, na sigla em inglês) afirmou nesta terça-feira, 4, acreditar que as "diferenças e fricções" comerciais e econômicas com os Estados Unidos devem, "em última instância", ser resolvidas por meio de diálogo e consultas. 

"No entanto, consultas precisam ser baseadas em princípios e respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo", disse o órgão do governo por meio de um porta-voz. "Se uma parte não respeitar a soberania e os interesses essenciais da outra parte e quiser forçar a outra parte a fazer concessões ao exercer pressão para atingir resultados que são benéficos apenas para ela, tais negociações não serão bem-sucedidas."

A manifestação do MofCom é, basicamente, uma tréplica, pois reage ao comunicado divulgado na última segunda, 3, pelo representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, que, por sua vez, foi feito em resposta ao Livro Branco chinês, que veio a público no último domingo e culpa Washington pela falha nas negociações comerciais.

"Os EUA estão decepcionados com o fato de os chineses terem escolhido, no 'Livro Branco' e em declarações públicas recentes, perseguir um jogo de culpas que deturpa a natureza e a história das negociações comerciais entre os dois países", diz o texto de Lighthizer.

Já o MofCom afirma esperar que os EUA "abandonem suas práticas erradas". "Controlaremos as diferenças e fortaleceremos a cooperação para salvaguardar conjuntamente o desenvolvimento saudável e estável das relações econômicas e comerciais China-EUA", encerra o comunicado chinês.

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