Dificuldade de acesso limita uso da região do Pará

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia paraense, Adnan Demachkia, a verticalização da produção será uma condicionante para licenças ambientais de futuras concessões portuárias

José Roberto Gomes e Clarice Couto, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 05h00

ENVIADO ESPECIAL/BARBACENA - O governo do Pará discute com tradings estímulos para que parte da soja escoada pelos portos locais seja processada no Estado. “O Pará não quer ser só um corredor de passagem; precisamos agregar valor ao produto”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia paraense, Adnan Demachki. Para atrair as empresas, diz que a verticalização da produção será uma condicionante para licenças ambientais de futuras concessões portuárias. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiepa), José Maria Mendonça, reforça: “Queremos que 5% da soja exportada pelo Pará seja processada aqui”. Nos cálculos de Demachki, para cada 1 milhão de toneladas de soja esmagadas são gerados 7,5 mil empregos.

O secretário de Transportes do Pará, Kleber Menezes, admite que há obstáculos a transpor. Além dos trechos mal conservados da BR-163 ele aponta outros dois eixos rodoviários que compõem o Arco Norte: a BR-364, que liga o oeste mato-grossense a Porto Velho (RO); e a BR-158, entre o leste de Mato Grosso e o sul do Pará.

Segundo Menezes, contornados esses obstáculos, os terminais do Arco Norte poderiam superar a movimentação nos terminais do Sul e Sudeste até 2025, com capacidade para 35 milhões de toneladas por ano. 

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