Coluna

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Dificuldades com FMI podem levar Argentina à moratória

A Argentina chega ao dia "D" do vencimento de uma parcela de US$ 2,9 bilhões da dívida que mantém com o Fundo Monetário Internacional (FMI) "disposta a não pagar" com dinheiro das reservas internacionais, de acordo com informações de fontes da Casa Rosada. Ontem à noite, um porta-voz do governo afirmou aos jornalistas que "se o organismo não aceita o rascunho da carta de intenção, que desde sexta-feira tem em seu poder, a Argentina está disposta a não pagar" o vencimento desta terça-feira. A fonte ressaltou ainda que "por instrução presidencial, o Banco Central (BCRA) congelou a autorização dada em favor do FMI para que, em caso de se chegar a um acordo, se tome como conta de pagamento, os recursos que a Argentina tem depositados nessa instituição". A decisão do presidente Néstor Kirchner coloca a Argentina à beira de uma nova moratória. As negociações com o FMI para a assinatura de um acordo de três anos de duração estão cada vez mais tensas por causa de divergências sobre dois pontos. Enquanto o governo argentino quer fixar o nível de superávit primário anual em 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para os três anos de vigência do acordo, o FMI quer que esse percentual seja crescente até chegar a 4,5% para que o plano de reestruturação da dívida seja "sustentável e consistente". O outro ponto de conflito é que o FMI quer incluir no acordo, o cronograma de aumentos das tarifas dos serviços públicos. Porém, o presidente Néstor Kirchner é categoricamente contra essa imposição.

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