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Dilma acusa de xenofobia críticos da exploração estrangeira do pré-sal

Presidente lembrou que a China, economia dona de duas empresas participantes do consórcio de Libra, é uma das maiores potencias mundiais do setor

25 de outubro de 2013 | 13h23

SÃO PAULO - Como tem feito desde segunda-feira, dia do leilão de Libra, a presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta sexta-feira, 25, o modelo de partilha do petróleo do pré-sal. E foi mais enfática no apoio às companhias chinesas CNOOC E CNPC, que venceram a disputa juntamente com Shell, Total e Petrobrás.

"É extrema tolice considerar prejuízo com empresa chinesa de petróleo", disse ela durante evento em São Paulo em que anunciou investimentos em mobilidade. "É xenofobia ser contra participação de empresas internacionais no Pré-Sal".

Dilma lembrou que a China é um dos maiores importadores de petróleo, que as duas companhias estão entre as maiores produtoras do planeta e arrematou: "pensar diferente é ingenuidade e prefiro ingenuidade a xenofobia, porque a ingenuidade tem cura", afirmou, lembrando do uso dos recursos do Pré-Sal na Educação. "Para termos um País rico, é necessário usar o petróleo para garantir acesso à educação".

Na defesa pelo modelo de partilha, Dilma citou também que na concessão "não se sabe onde está o petróleo" e que há 20% de garantia de sucesso. "No modelo de partilha eu sei onde está o petróleo e no de concessão não sei nem qual a qualidade do petróleo", afirmou ela. A presidente lembrou que o petróleo do campo de Libra é leve, sem enxofre, e, portanto, de alta qualidade.

Antes do final do discurso, na cerimônia de investimentos no PAC Mobilidade, Dilma votou a cobrar a reforma política com a redução da corrupção, avaliou que as obras previstas trarão maior rapidez e concluiu. "É fundamental que o Brasil trate questão dos investimentos com seriedade."

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